Mostrando postagens com marcador Vida pessoal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida pessoal. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de setembro de 2022

Concurseiro de 30 anos

Concurseiro pobre de 20 e poucos anos

O ano era 2014, ano de Copa, deu Alemanha. Há quem aquela época chorasse por um partida de futebol terminada em 7 a 1.

Eu talvez quisesse chorar por estar desempregado, com um canudo inútil na mão e sem perspectiva alguma de futuro. Resolvi me dedicar a concursos, seriam uma luz, ainda que incerta, no fim de um escuro túnel. 

Consegui algumas vitórias nestes anos, sem dúvidas a mais especial foi a de meu cargo atual, não é muita coisa, mas é trabalho honesto.

E neste ano de 2022 cheguei a casa dos 30 anos. Idade simbólica que representa o inicio de um novo ciclo na vida do indivíduo.

Concurseiro de 30 anos

No que diz respeito a concursos, a maior diferença para o inicio de minha Carreira de Concurseiro pra agora é que já não sou mais tão pobre. 

A vida é boa e eu sou um homem de gostos simples que procura não reclamar muito.

Mas concursos ainda me empolgam, gosto de fazer provas e procurar melhorar, caso contrário, você vê a vida passar estando acomodado no mesmo emprego ao longo de décadas.

Já não me interesso mais por concursos fracos de pequenas prefeituras nos cantões deste Estado que paguem mal, mas ainda há muito a se escalar nesta Carreira. Receita Federal já desponta no horizonte, Senado federal já tem edital na praça, ambos ofertando salários realmente excepcionais para os quais vale a pena se dedicar. Estes sim, cargos dignos de se encerrar uma Carreira de concurseiro.

"E quando a Carreira de concurseiro para?", você pode perguntar. Acaba só quando não se tem mais pra onde subir, quando você está naquele concurso de altíssimo nível e fazer outro somente significaria andar feito caranguejo em termos financeiros.

Aí você pode aposentar dos concursos de vez e focar em outras formas de crescimento - quem sabe avançar uma carreira acadêmica, buscar investir ainda mais etc.

A vida é curta, mas o céu é o limite.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Pra eles é só um domingo qualquer, pra você é o tudo ou nada

O concurso público como fomentador de mobilidade social

Desnecessário reafirmar algo que já bati muito a tecla aqui neste espaço: concursos públicos são umas das pouquíssimas formas de se alcançar sucesso financeiro neste país de 3º mundo.

Existem mais duas formas, pelo que escrevem por aí: cursar uma boa faculdade (especialmente medicina) ou empreender.

Pergunto, como um pobre faria algo assim, da onde o pobre tiraria dinheiro pra cursar medicina ou capital inicial para empreender? É inviável.

O que resta ao pobre é o concurso, um verdadeiro oásis em um deserto sem possibilidades de mobilidade social.

A chance de fazer um milagre, de encontrar uma saída da pobreza. Pode ser um atirador de elite e fazer diretamente um concurso de alto nível, mas creio que uma estratégia Carreira de concurseiro, que que eu prego aqui, seja o mais indicado pra quem sequer tem grana pra fazer faculdade ou se dar ao luxo de pagar muitas inscrições em concursos e fazer viagens a locais de prova.

A tarefa não é fácil.

Você contra esses desgraçados riquinhos

O pobre já saí em desvantagem, tendo que competir com ricos que tem uma estrutura muito melhor, que ganham mesadas gordas para viver estudando, que estudaram nas melhores escolas e faculdades, que podem pagar os melhores cursinhos particulares... mas quem falou que seria fácil, esses desgraçados riquinhos não tem algo que o pobre tem: a sede de vitória, a fome por dinheiro, algo que sempre lhe foi negado e nunca entregue de bandeja. 

Comece pelos concursos mais fáceis, garanto que muitas vezes concursos de até 4k sequer interessam aos riquinhos... mas nem todas as vezes, ainda assim muitas vezes eles tentam... mas não desanime, você tem algo que eles não tem, coração, vontade, desejo de mudança, necessidade de mudança.

Pra eles é só um domingo qualquer, pra você é o tudo ou nada.

Viver ou continuar apenas sobrevivendo...

Mas não desanime...

Faça um milagre.

Golias não é tão forte quanto aparenta, nem Davi é tão fraco.





domingo, 10 de julho de 2022

A crueldade dos resultados de concurso

 Estive refletindo sobre essa questão ultimamente, não sei se já falei sobre isso aqui, digo, ao longo de anos já discorri sobre tantos tópicos relacionados a concursos aqui em Carreira de Concurseiro, que não me surpreenderia se eu tenha encostado nesta questão vez ou outra.

Provavelmente sempre foi um assunto periférico que nunca protagonizou um post, mas, como dizem, sempre há uma primeira vez para tudo, então aqui vai o que eu batizei de crueldade dos resultados!

O que quero dizer com isso?

Ora, qual o percentual de vagas sobre o número de candidatos nos concursos, especialmente os mais disputados (>5k)? Creio que se fizermos um levantamento, encontraremos não mais que 1% na maioria das vezes, incluindo índices de rotatividade, com convocações além das vagas - concursos pra formações especificas tendem a ofertar percentual maior.

Sendo assim, o normal é, mesmo com preparo, não classificar num concurso, o que eu pessoalmente chamo de passar, o que gera certa confusão, porque para muitos, passar em concurso é simplesmente passar na nota de corte, mas se você ficar longe das vagas, o máximo que ganhará por isso é um tapinha nas costas.

Ou seja, mesmo com preparo, se você fizer concursos esporadicamente (média de uma vez ao ano), afinal os concursos estão raros aqui no RJ, o normal é não classificar dentro das vagas. Muitas vezes por detalhe, uma questãozinha que você errou, talvez até marcada errada no gabarito em um momento de descuido, te lança num abismo da onde é impossível ser classificado.

Aí meu amigo, todo mundo que sabia que você fez o tal concurso - e que não entende nada de concursos, da sua tia ao porteiro do teu trabalho vai te aporrinhar. Porque eles não sabem que o normal mesmo é não classificar, mesmo sendo bom e preparado. 

Eles comparam seu resultado pra auditor da receita, bom, porém não classificatório, com aquele seu primo que classificou num concurso de sete candidatos pra formação especifica, como se concurso fosse tudo igual, não é.

O cerne da questão é que eles não entendem de concurso, as vezes até são inteligentes e cultos, mas nãos se interessam pelo tópico, outros são burros mesmo, afinal, vivemos num país de iletrados.

O que fazer então?

Eu sigo Marco Aurélio e os ensinamentos estoicos:

“Quando você acordar de manhã, diga a si mesmo: as pessoas com quem lido hoje serão intrometidas, ingratas, arrogantes, desonestas, ciumentas e grosseiras. Eles são assim porque não conseguem distinguir o bem do mal. Mas eu vi a beleza do bem e a feiura do mal, e reconheci que o iníquo tem uma natureza relacionada à minha — não do mesmo sangue ou nascimento, mas da mesma mente, e possuindo uma parte do divino. E assim nenhum deles pode me machucar. Ninguém pode me implicar na feiura. Nem posso sentir raiva do meu parente, ou odiá-lo. Nascemos para trabalhar juntos como pés, mãos e olhos, como as duas fileiras de dentes, superior e inferior. Obstruir um ao outro não é natural. Sentir raiva de alguém, virar as costas para ele: são obstruções”. - Marco Aurélio.

Mas, se ainda assim você tiver tendência a sentir raiva. O melhor mesmo é não comentar o assunto com outras pessoas, pra não precisar se indispor, você pode conversar sobre concursos aqui mesmo ou em outros fóruns online, ou quem sabe no órgão que você já estiver lotado - mas não com todo mundo, nem todo servidor público é concurseiro de carreira.

Ainda hoje me lembro sobre dois parentes conversando sobre um concurso que fiz há uns anos, sem querer eu ouvi um dizer ao outro:

 - Como o Astronauta não passou?! Ele só estuda!

Naquela época eu nem estudava pra concursos, estudava pra faculdade de licenciatura em História, mas este parente, em sua cabeça, achava que dava no mesmo, enfim, o jeito é não se indispor e entender que eles fazem isso muitas vezes sem maldade, mas por ignorância.

Por hoje é só, estou ciente que só abordei um aspecto deste tópico, volto a ele noutra oportunidade.

Abraços e tenham um ótimo dia!


sábado, 4 de setembro de 2021

A inflação cruel que corrói meu salário sem dó nem piedade e outras reclamações

 IPCA: inflação avança para 0,96% em julho e atinge 8,99% em 12 meses

Me deparei com essa manchete outro dia pela manhã, a inflação acumulada em 12 meses (07/20 a 07/21) chegou a brutais 8,99%!

Pesado, não?

O que me estranha é que estes números do IPCA nãos sejam ainda mais altos. Ora, não quero questionar a metodologia do IBGE - e sinceramente nem sei exatamente como é - mas minhas observações anedóticas tem indicado que o custo de vida subiu súbita e fortemente ao longo destes últimos meses.

O preço da alimentação particularmente pesou mais no meu bolso. Notei que os restaurantes mais próximos de minha repartição subiram em média mais de 30% em menos de 12 meses, sendo que alguns dos mais simples - e baratos - fecharam as portas, não sei se o modelo de negócios que eles seguiram se tornou insustentável ou o que.

Fato é que me vi obrigado a alterar meu estilo de vida ou daqui a pouco eu estaria trabalhando só pra pagar o almoço.

Comecei a levar quentinhas de casa para consumir no refeitório do trabalho. O que é muito ruim. Não pelo preço, este compensa, o problema é que a maioria dos meus colegas de trabalho não respeita o sagrado horário de almoço de um homem e ao me ver almoçando no refeitório pedem demandas laborais que poderiam muito bem ficar para depois.

Eles negam: ah, mas eu vou esperar você terminar de almoçar, eles dizem, tentando ser educados, mas ações tem peso maior que palavras, e o que eles fazem a seguir é irritante, ficam em pé do seu lado encarando enquanto da garfadas em um prato de arroz com angu adornado com carne barata.

Não vejo reajuste salarial há mais de 24 meses. Triênios e afins estão congelados por conta da lei 173 - mas isso é mais um problema para o meu eu do futuro.

Meu salário derrete, derrete enquanto eu durmo, enquanto caminho para o trabalho e derrete aos poucos enquanto escrevo essa linha, ele vai perdendo seu valor aos poucos e eu apenas assisto sem nada poder fazer a respeito. A inflação é muitas vezes uma doença lenta, mas certeira.

Pra completar, passei os últimos meses empenhado, trabalhando igual a um cavalo, esperando a boa vontade de receber uma gratificação que nunca veio.

Que ingenuidade a minha, no setor publico, as gratificações estão reservadas aos puxa sacos vagabundos.

O que aumenta é meu ódio, ódio contra comissionados que ganham mais do que eu, contra colegas puxa sacos que não trabalham e ganham mais do que eu, contra o dinheiro que insiste em perder valor, contra o sistema, contra adolescentes de 15 anos que se dizem liberais e dizem na internet que todo servidor público é vagabundo - existem sim servidores vagabundos, a questão é que demanda não falta, eles que não querem fazer nada. 

É no momento que o ódio me consome que eu não consigo me concentrar em mais nadas nas minhas horas livres, não consigo ler, ver um filme ou algo assim sem pensar em trabalho, sem ter raiva. Sendo franco, creio que videogames são a única fonte de entretenimento através da qual eu consigo realmente desligar, mas o preço não ajuda. 

E quando vou dormir? Após um dia exaustivo, oro a deus por forças no dia seguinte, mas em seguida não consigo dormir bem, o ódio retorna a minha mente, ando pela casa e soco a parede com raiva de todos os patifes que ganham para nada fazer, soco as paredes mas não encontro respostas. O mundo está de cabeça pra baixo, vagabundos falastrões são os premiados.

Deveria fazer este jogo? Esquecer de trabalhar e puxar saco? Não, não seria digno.

Mas há um final feliz para está serie de lamentos, eu sou concurseiro! Posso passar em um concurso melhor, transformar meus ódios em sangue nos olhos na hora de estudar e fazer uma prova.

Sim, este é o caminho.


domingo, 18 de julho de 2021

O tiozinho vendedor de canetas superfaturadas de porta de concurso

Bom, concursos ainda escassos, embora a pandemia esteja regredindo, PEC 32 se arrastando no Congresso sem muitas novidades... não tenho muito a escrever aqui, e como o blog está as moscas resolvi fazer uma profunda análise de um já folclórico personagem, muito conhecido dos concurseiros: o tiozinho vendedor de canetas de porta de concurso.

Sabe quando você tá la fazendo um concurso e muitas vezes tem alguém despreparado na sala que dispara atônito: "Estou sem caneta!". 

O cara foi querer jogar futebol sem ter a bola em mãos. 

Ora, as vezes quem esqueceu a caneta foi você mesmo e isso nem sempre é um sinal determinante de um bucha de canhão, concurseiros experientes e profissionais acabam, por nervosismo esquecendo o mais importante.

Ou até lembram da ferramenta de escrita, mas erram a cor determinada no edital. 

Felizmente há sempre um concorrente bondoso ou um fiscal de prova prestes a salvar a pele do concurseiro descanetadado. 

O seguro morreu de velho, gosto de me garantir e levar ao menos umas três canetas, se precisar ajudar alguém, já teria ao menos uma em mãos.

Mas a ajuda dentro da sala pode não ser sempre uma garantia e, às vezes o candidato lembra que esqueceu a caneta com um lembrete visual, sim, ele, o tiozinho vendedor de canetas de porta de concurso.

Um empreendedor nato, vende canetas superfaturadas na porta dos locais de prova, fazendo assim uma graninha pra gelada do fds.

A garantia de venda de canetas sempre é boa.

Nas grandes cidades, acaba sendo desafiado pelo seu inimigo natural, as gostosas vendedoras de cursinhos preparatórios que distribuem panfletos de seus empregadores, anexados a uma barrinha de cereal e... a uma caneta extra! 

Como vivo no interior, e talvez os cursinhos locais não tenham tanto caixa assim pra essa divulgação, não vejo muitas dessas vendedoras, mas já passei por locais de provas na capital e eu mesmo já fiz uma certa vez, elas estão la, dando canetas de graça e, prejudicando sem querer o empreendimento do tiozinho vendedor de canetas superfaturadas. 

Quando era bem novo, me recordo de esperar meu pai fazer um concurso na porta de uma escola, os candidatos já tinham entrado, faltava menos de um minuto pro fechamento do portão, a rua estava vazia e somente eu e um tiozinho vendedor de canetas estávamos la, quando de repente um retardatário dobra a esquina, suado, correndo, vê o tiozinho, precisa comprar uma caneta, pergunta o preço, o tiozinho cobra três vezes mais, o candidato atrasado faz cara de irritado, mas compra mesmo assim, oferta e demanda na prática, o tiozinho enfiou a mão do bolso do rapaz, e o cara ainda teve que agradecer. O portão então se fecha, nosso herói recolhe seus produtos e vai para casa verificando não haver mais ali possibilidade de lucro.


E você, tem estórias envolvendo este tipo de vendedor de porta de concursos? Não deixe de registrá-la nos comentários, abraços!


quinta-feira, 3 de junho de 2021

Épico do Concurseiro: Parte II - Um jovem adulto perdido, ainda um proto concurseiro?

The Knights then decide something very interesting.  They vow to each other that they will not go forth in a group, that doing such would be a disgrace.  Instead, a pact is created.  From here, each Knight will venture into the forest at the point of his choosing, when it is darkest and a point where there is no path - Queste del Saint Graal

Os Cavaleiros então decidem algo muito interessante. Eles juram um ao outro que não sairão em grupo, que fazer isso seria uma vergonha. Em vez disso, um pacto é criado. A partir daqui, cada Cavaleiro se aventurará na floresta no momento de sua escolha, quando estiver mais escuro e em um ponto em que não haja caminho. - Queste del Saint Graal

Leia a primeira parte da saga aqui.

Nos posts desta série, pretendo relatar um pouco de minha biografia, o foco é o aspecto concurseiro dela, embora dê breves pinceladas em alguns pontos relacionados, está é parte II.

Anos 2009-2013

Ens. médio concluído, não perdi tempo, logo ingressei numa Universidade Federal, curso de licenciatura em História, queria um canudo o quanto antes.

18 anos completos em 2009, já poderia ser nomeado em cargos públicos, mas não fazia concursos, ora, porque não os fazia, se quando criança me empolgava realizar os testes da folha dirigida e pensava em concursos como se fossem esportes competitivos.

Uma das respostas é a minha arrogância descabida, de modo que eu desdenhava de concursos que exigiam apenas o ens. médio, achando que seriam cargos pouco complexos e que pagavam mal, não sendo dignos de alguém que cursa faculdade.

Que homem estupido eu era, hoje em dia, já pós graduado, ocupo um cargo de ens. médio...

Mas essa não era a única questão, eu ainda era um ingênuo sonhador e realmente queria ser professor, simplesmente ignorava a carga de estresse que tal cargo geraria...

Em 2012 a coisa começou a mudar, fiz um processo seletivo para o qual passei em primeiro lugar, sem estudar, também, o salário não era grande coisa, cerca de 150% do salário minimo vigente na época.

Duas coisas importantes ocorreram: notei que eu tinha aptidão para concursos e meu interesse nos mesmos deu uma leve renascida, mas eu ainda errava achando que poderia classificar em concursos mais razoáveis sem estudar, mais sobre isso depois.

A outra coisa importante que notei é que cargos de ens. médio em repartições públicas estão longe ser o fim do mundo: meus colegas efetivos em cargos de ens. médio ganhavam muito bem e, em sua maioria, ganhavam adicional de qualificação por ter nível superior, alguns até mestrado...

Mas eu ainda estava não só longe de ser o concurseiro ideal, como também de ser o servidor público ideal: eu gostava quando ficava a toa e fazia outras coisas pouco dignas. Compreensível, eu era um ignorante sem muito senso critico e não sabia muito como funcionava o mundo. Mais sobre isso na parte III.



domingo, 26 de julho de 2020

Se você ganha um salário minimo, faça isso

O percentual mais conservador nos diz que pelo menos 10% é o que um homem deve economizar de sua renda mensalmente para montar uma reserva de emergência e posteriormente um orçamento para investimento.

Pelo menos 10%, é o que encontramos em clássicos de finanças como "O homem mais rico da Babilônia".

Mas e se você ganha um salário minimo?

Consideremos um salário minimo de 1000 reais - sei que está uma esmola mais alto que isso, mas consideremos 1000 como um exemplo mais prático.

10% equivale a 100 reais ao mês - 200 em meses de 13º.

Com tal valor, você levaria cerca de 80 anos para ter juntado 100k, valor que creio podermos elencar como  o minimo para se ter ao menos paz financeira na vida.

Bom, claro que em termos numéricos estes 100k provavelmente serão representados por outro número - após décadas de inflação puxando o valor do dinheiro pra baixo - ora, não sei nem se a moeda brasileira no ano 2100 será o real, mas enfim, o que importa é o que você terá mais ou menos o que entendemos hoje por 100k.

Sem dúvidas, é muito tempo, ainda mais considerando que maioria de nós sequer viverá oito décadas - ou 98 anos, afinal se você começar a trabalhar aos 18, já terá que trabalhar 80 pra juntar a grana...

Claro que tal exemplo é esdrúxulo e impensável e claro também, que você investirá ao longo do caminho para chegar aos 100k mais rápido, em um prazo ao menos realista.

De qualquer forma, é um exemplo interessante para demonstrar como a caminhada pode ser muito mais longa e árdua para se atingir a paz financeira quando se hanha um salário minimo.

Por isso, se você ganha um salário minimo, sugiro que economize, pelo menos 10%, é importante que você o faça, para já ter uma reserva de emergência e, após tê-la criado, já ir pegando a manha dos investimentos.

Mas, acima de tudo, procure criar janelas para sair desta situação, creio que a estratégia que deve se priorizada por quem ganha pouco é procurar formas de passar a ganhar mais, o que ajudará ainda mais os seus aportes mensais e tornará a estrada rumo aos 100k  mais curta.

Sei que é muito difícil economizar muito quando se ganha pouco, eu já estive em tal situação, acho que nunca narrei isso aqui, mas já tive anos de minha vida em que eu ganhava muito pouco. Minha renda mensal era menor que um salário minimo. 

O importante é começar.



sexta-feira, 17 de julho de 2020

Ganhar, economizar e investir




Não é astrofísica minha gente.

Ainda assim são muitos que não entendem estes conceitos basilares.

Ganhar, economizar e investir: estes três verbos representam o triângulo mágico para qualquer pessoa que deseja ter boa saúde financeira, para si e para os outros, afinal, para ajudar outrem, você precisa primeiro ajudar a si mesmo.

Esses três pontos devem ser trabalhados em conjunto, se você não sabe - ou não consegue - ganhar - você fica limitado - ou mesmo impossibilitado - de economizar, e sem economizar, você fica limitado em seus investimentos.
 - Mas Astro, como eu vou economizar se eu ganho pouco?

Se você ganha pouco, você falha justamente no ganhar, você vive nesse mundo há anos, sabe o que dá dinheiro, o que não da, poderia ter melhorado o currículo, buscado concursos, estudado mais etc. Mas não se planejou bem. Mas não se desespere, sempre é tempo de mudar de vida e buscar algo melhor.

 - Mas Astro, como eu vou economizar se eu tenho filhos?

Uma coisa que me cansa é ouvir uma dessas. Ora, já passou pela sua cabeça que quem não tem filhos - estes que vocês acusam de terem maior tranquilidade financeira - o fazem muitas vezes pensando o quão puxando financeiramente é montar uma família?

Mais uma vez, você falha por decisão própria, você conhece as regras do jogo, se resolveu ter família, o problema é seu, não de ninguém, agora vê se faz a po##a da tua obrigação de se virar em dois pra dar uma vida digna a seus filhos.

Mas que da raiva, dá. "Ah, pra você é fácil economizar e investir, porque você não tem filhos". Então que mandou você ter filhos, seu corno!?

Cabe aqui uma observação, com tanto analfabeto funcional passeando pela internet, se não ficou claro: não estou criticando quem tem filhos, eles são uma dádiva, estou criticando quem utiliza o fato de ter filhos como muleta para as incompetências financeiras próprias, as quais afetarão exatamente os seus filhos no futuro.

Recomendação de livro

Este aqui é um clássico, traz uma sabedoria que deveria ser óbvia, mas que parece escapar a muitos, fica a dica: O homem mais rico da Babilônia.



sábado, 4 de julho de 2020

Day traders não são idiotas... Eles são loucos




“Traga seus desejos para os seus meios atuais. Aumente-os somente
 quando seus meios aumentados permitirem. ” - Aristóteles 

Uma queda brutal no mercado de ações em março deste ano somada a uma renda fixa que parece render menos do que deixar dinheiro debaixo do colchão parecem ter criado o cenário perfeito para novos especuladores e investidores entrarem no mercado.

E eu estou preocupado.

Tenho amigos de origem humilde que conseguiram juntar somas de dinheiro bastante razoáveis e resolveram se aventurar no maravilhoso mundo da bolsa. 

Estes caras, dentro de sua arrogância ocasionada por um efeito Dunning Krueger latente parecem achar que sabem mais que o carinha de Omaha, ele o oráculo. O que aquele velhote de quase um século saberia sobre investimentos do alto de seus míseros dezenas de bilhões de dólares.

Já eu me apoio nos grandes.

Buffet, Munger, Dalio... Assisto entrevistas destes investidores sérios no YouTube e sou literalmente punido pelo algorítimo do site de videos.

Punido com incontáveis anúncios. 

Os anúncios não são ruins per se, eles são uma forma de pagar por um serviço gratuito na internet.

O problema são particularmente os anúncios que o algoritmo youtubense insiste em me mostrar.

As betinas da vida.



Um rapaz com uma cara bastante socável - e olha que eu sou pacifista - aparece jogando sinuca numa cobertura. Outro vídeo. Outro anuncio. La está de novo o canalha, desta vez mostrando sua ferrari. Outro vídeo, outro anúncio, mesmo cara, mesma ferrari. Canalha! Guru de buteco.

Querendo ganhar dinheiro vendendo cursos para pobres almas sonhadoras celetistas que acham que poderiam ir as terras mágicas do mercado de ações fazer fortunas milagrosas, multiplicando cifras como Jesus multiplicava peixes. 

Pensam ser deuses. Mas são apenas loucos.

São seduzidos pela possibilidade de trocar a CLT pelo day trade, felizmente, servidores públicos tem a possibilidade de manter a renda de um emprego que não odeiam e podem aliar isso a uma estratégia de economia e investimentos. 

Pura jogatina, é como se os cassinos fossem legalizados no Brasil por meio dessa forma inconsequente de trade.



Todas as estatísticas e opiniões que vejo insistem em apontar que day trade é uma atividade extremamente arriscada e pouquíssimos são bem sucedidos - os que são, são extremamente experientes, munidos de software de qualidade, grandes fortunas para investir, gastam horas estudando e com certeza não vendem cursinhos por aí.

Este dado aqui é particularmente brutal e um verdadeiro soco no estômago: 97% dos day traders brasileiros perdem dinheiro.

Mas o que eu sei, eu sou só um blogueiro humilde e eu não tenho uma Ferrari.

Não ouça a mim, ouça ao carinha da Ferrari.


Queridos, continuo sem poder responder comentários com meu login, mas repito, tendo a ler a todos, abraços!


sábado, 27 de junho de 2020

Se você é pobre, você vive no passado

Se você é pobre, você vive no passado.

Se você é pobre não tem dinheiro para comprar as melhores tecnologias disponíveis no presente. Portanto vive no passado.

Não tem dinheiro para comprar uma Smartv de 50 polegadas e talvez jogar Red Dead Redemption nela com o seu PS5. Não. O que você tem é uma TV de 29" - a ultima palavra em TV, quando eu era criança no final dos anos 90 - e joga SNES nela - não por ser um apreciador de SNES, mas porque não tem dinheiro pro PS5.

Ou então talvez prefira assistir ao Faustão aos domingos em uma imagem cheia de fantasmas.

Se você é pobre, você vive em 1998.

Se você é de classe média, vive em algum lugar por volta de 2010, embora a Folha de S. Paulo de hoje diga o contrário, não se engane.

Você não vive em 2020... para viver em 2020 você precisa ser rico. 

Para viver em tal ano com suas comunicações via chamada de vídeo através smartphones que mais parecem bruxaria para alguém que vive em 1998.

Neste sentido, dinheiro é uma máquina do tempo. Um medidor que pode te manter no presente ou, contra a sua vontade, te mandar ao passado.


Dinheiro também diminui as distâncias, quando você é pobre tem dificuldades de sair do seu bairro, quando você é de classe média, Brasilia já não parece tão longe do Rio e, finalmente, se for rico, nem London é tão distante assim das areias de Copacabana.

Dinheiro diminui as distâncias.


terça-feira, 23 de junho de 2020

Concursos já não são uma certeza

Concursos já não são uma certeza de futuro promissor, parecem mais uma aposta.

Talvez sempre foram, não temos bola de cristal, sabemos o que é vantajoso na sociedade de hoje, mas não sabemos como irá ser no futuro.

Mas podemos palpitar, observado como caminha o Brasil, o que vejo parece ser uma embrionário cultura anti servidores de qualidade no serviço público, no sentido que efetivos concursados tem tomado porrada atrás de porrada enquanto agentes políticos bandidos, seus capangas comissionados e os reais marajás dos super salários continuam drenando os cofres públicos.

Aquele servidor que ganha modestos 2k a 8k para trabalhar, que fez uma prova extremamente disputada, que tem formação de qualidade é o alvo dos políticos, não se enganem, estes palhaços eleitos não querem cortar gastos com pessoal para  para investir em infra estrutura, mas sim ter mais dinheiro para pesar os próprios bolsos.

Demagogos profissionais, agem pelo bem maior das próprias carteiras e não da sociedade.

Se você não é de um setor onde o lobby é forte, como educação e segurança, você é um alvo fácil, as massas não vão protegê-lo. 

A nível federal o ataque veio por meio da lei complementar 173.

Ok, temos que fazer nossa parte, a crise que se forma é grave.

Mas aí, mais ataques se formam, ainda mais brutais, servidores andam perdendo, através de canetadas, valiosas gratificações que pesam em seus orçamentos.

Já não tenho certeza se a minha longa progressão valerá no futuro ou se será destroçada por uma lei brutal criadas por políticos analfabetos funcionais. 

Dessa forma, concursos já não são uma certeza, agora são uma aposta, continuo apostando nela, mas não sei se o futuro dos concursados será promissor.

Justamente agora, que concursados de maior qualidade que brigaram em concursos surrealmente disputados, a mão pesada do sucateamento ameaça prejudicar, enquanto os dinossauros do pré 88, muitos dos quais servidores de baixa qualidade, se blindarão pelo seu direito adquirido.



domingo, 31 de maio de 2020

Mudança de comportamento na pandemia

Olho com certa decepção para uma sociedade que muitas vezes ao invés de abraçar a mudança parece preferir se amarrar ao passado, seria medo ou uma nostalgia ingênua?

Fato é que as tecnologias que temos a disposição nos colocam em um mundo muito diferente daquele de dez anos atrás e ainda mais diferente do mundo que cresci, nos anos 1990.

Muitas coisas que necessitavam o deslocamento para serem realizadas in loco, agora podem ser feitas do conforto do sofá.

Infelizmente, muitos de nos preferem fazer atividades in loco, você pode pagar suas contas deitado na cama com o app do banco, mas não, prefere pegar fila na lotérica ou no banco.

Você tem, de casa, acesso a conhecimento vasto ofertado gratuitamente online, mas não, prefere pagar um cursinho para aprender. 

Abrindo um parenteses aqui, nesse nicho de concursos, eu mesmo nunca paguei por um cursinho, sempre estudei por conta de casa, mas este tópico especifico fica para outro post.

Enfim, o ponto é que muitos preferem remar contra a maré, tem facilidades, mas preferem dificultar as coisas.

Outros são forçados a tal, pois trabalham em empresas old scholl que forçam o individuo a cumprir um horário britânico in loco. La mesmo onde trabalho, bato ponto na entrada e na saída, acho que isso é querer ir contra a evolução e acredito até que em minha vida ainda verei legislações que facilitem o home office.

Ademais a burocracia pública também prejudica as atividade remotas, mas apostaria que a adm. pública gradualmente irá se adaptar ao longo dos próximos anos.

Já temos a tecnologia para a mudança, o que falta agora é o aspecto cultural e toda essa resistência.

Creio que a pandemia forçará uma mudança cultural no sentido de muita gente passando a apreciar o trabalho e o aprendizado remoto, além de atividades de entretenimento.

Não vou aqui ficar falando de politica, mas já falando, uma das muitas coisas que me decepcionou no gov. Bolsonaro, foi que, em campanha, o cara havia sinalizado pela facilitação do ensino a distância na educação básica, o problema é que o coitado é tão perdido que uma das coisas que ele imediatamente questionou a paralisação, logo em março, foram as escolas. Ora, este seria o momento completamente oportuno para se incentivar ead na educação básica. 

Mas enfim...

Mas isso é apenas uma hipótese minha e evidentemente uma mudança radical como essa nunca é automática, mas gradual.

Fato é que o que está ao alcance do sofá de muita gente aí já tem mais estrutura e facilidade do que muito escritório dos anos 1990.


sexta-feira, 8 de maio de 2020

Prometo ser bom

Uma coisa que faço todas as manhãs é passar numa Igreja que tem no caminho para o trabalho. Uma vez la dentro sempre oro para o Deus Supremo criador do Universo infinito prometendo uma coisa: ser bom no dia que tenho a honra de poder viver.

Pode ser bobeira, mas me ajuda muito. Essa promessa pela manhã serve como um comprometimento de como agirei pelo resto do dia.

Com ética no trabalho, tratando os outros com dignidade e procurando fazer o que é certo.

Isso me ajuda inclusive no trabalho, porque no geral eu sou um cara muito introspectivo e me esqueço de tratar a todos com empatia, mas a promessa me lembra de que todos meus colegas merecem um tratamento digno, ainda que eu considere que a maioria deles seja extremamente chata e jamais os chamaria para um chope - quando eu bebia.

Prometo ser um excelente profissional, que faz o trabalho com maestria e não aquele arquétipo de servidor público que acha ético trabalhar para não fazer nada.

Ontem, ao sair da Igreja, um senhorzinho sentado no meio fio de uma loja fechada me pediu ajuda para comprar o almoço. Parei ao lado dele, procurei por trocados em minha carteira, mas a menor nota que achei era uma de dez - eu não sou rico, ainda não chamo a nota da arara de trocados.

Com certo aperto no coração - afinal aquilo já era um almoço - acabei entregando a nota, uma singela contribuição, mas não para ele... me lembrei que há uns anos, não muito tempo atrás, quando eu ganhava sequer um salário minimo de renda liquida, contava qualquer um real e cada moeda me fazia muita falta. 

Queria ter feito mais, sentado ali e conversado um pouco, mas ser um falador é um arte que não domino então apensa fui embora e desejei um ótimo dia ao senhorzinho.

Sei que ainda tenho muito a melhorar e com certeza nunca serei perfeito, mas fico feliz de já ser alguém melhor do que fui no passado.


domingo, 5 de abril de 2020

Os três pilares do desenvolvimento

O tempo livre de quarentena é tamanho que hoje me vi perdido pensando sobre meus objetivos de vida e em quais aspectos de minhas características tento aperfeiçoar.

Cheguei a conclusão que existem três grandes áreas nas quais tento constantemente aprimorar meu desempenho.

Eu as mapeei eu vou transcreve-las a seguir, são o que eu chamo de os três pilares do desenvolvimento pessoal.


1- Saúde financeira

Ter saúde financeira é crucial, com ela você ajuda a si mesmo e aos outros, tem a sua reserva de emergência e não precisa ficar choramingando em tempos de crise. 

Se você é homem, a boa saúde financeira te deixará mais atraente para o sexo oposto, e não me venha com aquele papo misógino de "ah, mas então mulheres são interesseiras", não são, elas se interessam por homens de sucesso e isso meus amigos, no meu entender é muito mais digno do que se atrair meramente por  aspectos físicos, como ocorre com a maioria dos homens. Há quem coloque relacionamentos amorosos como um pilar a parte, nada contra, cada um escolhe suas prioridades, e talvez estejam certos e eu errado em minha filosofia de vida, mas para mim não é um pilar a parte, trata-se de uma continuidade natural do pilar financeiro.

2- Intelectualidade


Acho que ser inteligente é a melhor coisa que uma pessoa pode ser, após ser ético, afinal ser inteligente melhora não só a sua vida, como também melhora a vida de todo mundo, na medida que você cria soluções para a sociedade - ou pelo menos não cria problemas.

Divido este pilar em dois pontos, o primeiro eu chamo de inteligencia nativa do individuo, medida por parâmetros como testes de QI, a segunda, mais maleável e talvez até mais importante, eu chamo de cultura, que diz respeito ao conhecimento adquirido através de estudos.

Leia muito, pessoalmente leio em média um livro por semana, dos mais variados assuntos, ultimamente que ando meio parado quanto a isso. Leia inclusive sobre tópicos que você pode achar inúteis num primeiro momento, acredite, nenhum conhecimento é inútil.

Cuide bem deste pilar e ele auxiliará a cuidar do pilar financeiro.

3- Ética

Ser ético é algo que nunca pode ser descuidado, não te trará prêmios palpáveis como os pilares anteriores, mas acredite, te fará bem. E mesmo que não te traga retornos em benefícios diretos, não fará diferença, entender isso é o primeiro passo para ser ético, fazer o bem sem esperar retorno ou reconhecimento por isso. É uma tarefa difícil, mas para mim é algo fundamental na vida.



E são estes meus três pilares de desenvolvimento, deveria incluir um quarto, que é a saúde, mas por hora, ando bastante preguiçoso quanto a isso.

sábado, 28 de março de 2020

Dia #7: Pensamentos aleatórios sobre a quarentena

Essa semana não fui a repartição, trabalhei de casa com o que pude trabalhar no home office. Infelizmente ainda não temos uma estrutura que seja pensada para facilitar o trabalho remoto, embora temos tecnologia para tal. Inclusive na educação, já pensou se a EaD já estivesse bem direcionada na educação básica? Os alunos EaD não seriam prejudicados pela quarentena forçada e os alunos de educação tradicional/ presencial poderiam ser alocados em um sistema EaD já estabelecido, infelizmente tal sistema não existe.

E os concursos? Sem dúvidas essa quarentena deve postergar meus planos, não vejo o edital da cereja do bolo que é o concurso do Senado saindo enquanto durar esse período. Sem falar que, com tanta gente em casa, há uma brecha pra essa quarentena criar uma porrada de concurseiros picaralhos aí, somando aos já existentes pré-quarentena. 

Por falar com ficar em casa, quem são estes lunáticos que reclamam de tédio ao ficar em casa??? Meu deus, vocês tem internet em mão, façam coisas produtivas e/ ou entretivas, top of mind, sugiro atividades como ler livros, ouvir música, ver filmes, conversar com amigos a distância, conversar pessoalmente com o seu agregado familiar etc.

E a economia? Não é prejudicada nessa paralisação forçada? Com certeza, mas pelo pouco de literatura que li a respeito, se não inibirmos a ação do virus através de medidas drásticas, a situação pós pandemia é muito mais nociva do que em cenários onde houve paralisação e tomaram a porrada econômica de quarentena. Em um mundo ideal, se fechava tudo, e só se manteria saúde, segurança e comércio de alimentos... mas... como estamos no Brasil e a maioria da população não tem poupança, bem como o Estado não tem reservas suficientes para salvaguardar todo mundo, acho que alguns  tipos de industria devem ser mantidas, ainda que com menor pessoal, me parece que é algo neste sentido que se tem feito em SP.

Por fim, e eu não quero ofender eventuais bolsonaristas com isso, mas devo dizer, o presidente que vocês escolheram é burro pra caralho, um verdadeiro coitado digno de certa pena, completamente inapto pro cargo que ocupa e consequentemente nocivo a gestão.


___________________________________________

Os posts andam devagar porque não estou com cabeça pra escrever aqui, além disso estou meio sem assunto com concursos e serviço público. Se bem que outro dia estava conversando com um amigo meu de como alguns servidores públicos ganham salários iguais por ocuparem o mesmo cargo, mas moram em cidades com custos de vida diferente, o que faz os respectivos salários renderem mais ou menos. Achei que seria um tópico interessante para o blog, mas ainda não parei pra discorrer sobre o assunto. Quem sabe fica para outra hora.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Corona vírus e crise econômica/ Dicas para quem vai ficar em casa

O corona vírus ocasionou muitas medidas tomadas pelo poder público - com o apoio de diversos setores da sociedade - voltadas a paralisações de muitas atividades não essenciais. 

Com certeza, profissionais liberais, empresários e trabalhadores assalariados do setor privado vão tomar um golpe em suas finanças pessoais.

Felizmente, enquanto servidor público, recebo meu salário normalmente e claro, possuo risco zero de exoneração. Digo isso com todo o respeito e com toda a humildade possível, agradecendo a Deus pela honra se ser servidor público.

Entretanto, fico preocupado com o impacto financeiro que medidas como suspensão de aulas, veto a abertura de cinemas e teatros e restaurantes servindo apenas quentinhas podem ocasionar. 

Sei que as medidas são necessárias para frear o avanço do vírus, não são as medidas em si que critico, o que preocupa são os males financeiros que deverão ocasionar, e ainda sentiremos  o efeito a longo prazo.

O Brasil em particular já vem de anos de uma situação difícil, há muitos desempregados e a coisa não parece boa no horizonte, ainda mais com tantas paralisações de diversas empresas.

Andava preocupado com a saúde econômica do país, agora mais ainda. O jeito é nos prevenirmos e nos prepararmos financeiramente pelo que estar por vir.

A minha preocupação é genuína. O sentimento de empatia me leva a sentir pena de pessoas em situações financeiras desafortunadas.

A pobreza deve ser combatida. Não me levem a mal, desigualdade econômica é algo até benéfico para a sociedade, o problema é a pobreza e não a desigualdade.

Ademais, ainda que eu fosse um canalha egoísta, sei que via de regra nós servidores públicos nada produzimos e dependemos da saúde econômica do setor privado para o beneficio de todos.



Ainda no assunto, aparentemente o processo seletivo para temporários do IBGE foi adiado para 2021. O que é uma verdadeira pena, mas de 200 mil empregos temporários seriam gerados em todo o país, viria a calhar em meio a tanto desemprego. 

Dicas para quem vai ficar em casa

Você foi suspenso do trabalho, não há o que fazer na rua, bares, cinemas e praias interditados, fora que você possui responsabilidade social em se manter excluso.

O que fazer então?

A resposta óbvia é maximizar esse tempo livre.

Como?

Estude, use essa ferramenta incrível que é a internet e estude.

Comece a aprender um idioma novo, estude economia, estude astrofísica, eu não me importo. Se for matéria de concurso ou algo que você possa usar em seu trabalho, ótimo, se não, não faz mal, tudo tem utilidade, tudo te faz enriquecer como pessoa. Bom, quase tudo, porque, pelo amor de Odin, não perca seu tempo debatendo assuntos rasos de politica. 

Outra coisa a fazer é se entreter, mais uma vez, a internet é a ferramenta número um para isso. Minha TV por assinatura me liberou uns canais extras, mas sinceramente, me entretenho mais no Youtube.

Também é interessante procurar trabalhos freelancers que podem ser feitos de casa.

Por fim, tem algo para reparar em casa? Este é o momento.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Seja o melhor em seu trabalho

Se um homem é chamado para ser varredor de rua, ele deve varrer ruas como Michelangelo pintou, ou Beethoven compôs música, ou Shakespeare escreveu poesia. Ele deve varrer ruas tão bem que todos os exércitos do céu e da Terra pausarão para dizer, "Aqui viveu um grande varredor de rua que fazia bem o seu trabalho." – Martin Luther King, Jr.


Estas palavras do grande Marthin Luther King Jr. ressoam muito bem comigo. Com ela, o Reverendo nos convoca a ser o melhor em qualquer coisa que formos fazer. Em outras palavras, se você trabalha fritando hambúrgueres no McDonalds, meu amigo, prepare estes hambúrgueres como se o mundo dependesse disso.

Sempre que você decidir fazer uma coisa pequena com um cuidado extraordinário, isso importa. E, quando decidimos demonstrar um cuidado extraordinário no que dizemos e fazemos de forma consistente e constante, fazemos a diferença.

Então, em qualquer coisa que for fazer, por favor, se importe e almeje a excelência mais nobre. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

A importância da leitura

"Don't just read the easy stuff. You may be entertained by it, but you will never grow from it."

“Miss a meal if you have to, but don't miss a book.” 

“Successful people have libraries. The rest have big screen TVs”

“Those who will not read are no better off than those who can't read.”

“It isn’t what the book costs. It’s what it will cost you if you don’t read it.” 

Todas as frases acima são do grande Jim Rohn.

Tenho lido muito de uns meses para cá, sobre os mais variados tópicos. Diria que os meus assuntos favoritos são economia, politica, história, matemática, astronomia e teologia. 

Nenhum deles é figurinha fácil em concursos, mas, sem sombra de dúvida, esse meu voraz apetite por ler me ajuda muito na hora de me dedicar aos tópicos concurseiros, já me deixa calibrado e não me canso facilmente na hora de ler para concursos. Em outras palavras ganho autodisciplina e resiliência para estudar. 

Inclusive nas próprias provas, se tiver que encarar um exame comprido com muitos textos, não vou me cansar com facilidade. recomendo a leitura frequente a adolescentes, para que depois não resmunguem que o Enem é muito cansativo porque tem muito texto.

Sem falar que algumas vezes consigo acertar questões com conhecimentos que havia adquirido de outras leituras, que não aquelas de concurso, desnecessário dizer que em concursos uma única questãozinha te faz escalar um Everest de candidatos. Quando vejo em qualquer edital algo como conhecimentos gerais, já vi que ali tenho o meu bonus stage.

Enfim, o que quero deixar aqui, com este pensamento meia boca é o seguinte: Leia sempre! É uma forma de se aprimorar no dia a dia, se expressar melhor, não perder palavras na hora do discurso, isso te ajuda em concursos, no trabalho e no dia a dia, sendo um membro melhor para a sociedade. 


Sobre ler online e em inglês 

Claro que o ideal é ler no papel, cópias físicas de livros tradicionais. Mas acabo favorecendo a leitura na tela do PC por ser mais acessível - inclusive financeiramente. O problema é que ler na tela do PC é mais cansativo e menos prazeroso do que no papel, mas... nem tudo pode ser perfeito.  

Geralmente, quando pesquiso conteúdo online para ler, o faço primariamente em inglês, isso ocorre por duas razões: primeiro porque sempre que possível favorece absorver o conteúdo em sua forma original para não ficar refém de traduções e como inglês é um idiomas estrangeiros que domino - o outro e espanhol - caso um livro me interesse, o pesquiso em inglês e caso não encontre para baixar, aí sim, pesquiso a versão em português.

Agora, se o idioma original for grego, por exemplo, não me importo de pesquisar o material primeiramente em português.

A segunda razão é que, via de regra, é mais fácil achar conteúdo em inglês no Google.

Claro que embora isso melhore muito meu vocabulário anglo saxão, me prejudica em terras lusófonos, e um problema que pode acontecer no dia a dia é me faltar palavras em português mas me lembrar do termo em inglês para o que quero dizer, o que é algo muito chato de se ocorrer, (rs).

Mas... o concurso do senado é meu foco este ano, e uma das disciplinas cobradas é o inglês. Garanto que sequer estudarei tal matéria e focarei em outras que sei menos ou não sei nada. 

Aquila non capit muscas