sábado, 16 de junho de 2018

A era dos memes e a infantilização da opinião pública


As charges correspondem a uma importante ferramenta de crítica política calcada no humor. Suas origens remontam a Europa do século XVIII - a imagem que abre o texto é do início do século XIX. 

Geralmente são paltadas numa mensagem rápida, expressa em um desenho que, na maioria das vezes, exige um conhecimento prévio do expectador para serem totalmente compreendidas.

Sem dúvidas são uma ferramenta de crítica importante, não obstante marcam presença garantida em qualquer jornal que você comprar, há espaços dedicados às memasm. Agora imagine que você resolva comprar um jornal e ao invés de encontar todo o conteúdo esperado você se depare apenas com charges. Situação difícil de imaginar, não é mesmo? Charges sozinhas não possuem muita utilidade.

Um jornal formado integralmente por charges seria portanto uma situação absurda, entretanto, não é algo assim que vemos na Era das redes sociais? Memes politicos aliados a muitos fake news não proliferam neste referido meio ofuscando um debate mais profundo?

Não me levem a mal, eu nao desgosto de memes, assim como as charges eles podem ser adaptados como ferramenta de crítica. O problema é quando dominam o debate, infantilizando questionamentos importantes relacionados a política, a sociedade, a economia etc.

Bem vindo a Era dos memes, aqui o debate é nivelado por baixo, respostas simples são dadas a problemas complexos e a dialética é construída por meio da troca de memes.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Recomendação de documentário: I Want Your Money (2010)

Essa dica vai para os liberais de plantão.

Sem titulo no Brasil, o documentário de 2010 intitulado "I Want Your Money" traça um paralelo entre dois modelos de gestão governamental necessariamente antagônicos, um demarcado pelo alto intervencionismo e paternalismo estatal e consequentemente necessidade de altos impostos, o outro, melhor desenvolvido durante a passagem de Ronald Reagan pela Casa Branca (1981-1988) o qual é demarcado pela diminuição do tamanho do Estado e consequentemente diminuição dos tributos cobrados.


Assisti o filme inteiro no site vimeo através deste link (está com áudio original em inglês, sem legendas).

Um dos pontos fortes do documentário é um rápido apanhado geral da História das politicas econômicas perpetradas por diferentes gestões no governo federal, começando pela gestão de Frank Delano Roosevelt, na década de 1930.

Essa é a função da História, nos ensinar o que deu errado e o que deu certo para não cairmos nos mesmos erros. O modelo de gestão de Reagan sem dúvidas faria muito bem ao estado brasileiro, mas precisaríamos de uma verdadeira revolução para implementá-lo por aqui.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Liberais vs Estatistas: Um Diagrama


Você pode clicar na imagem para ampliá-la.

Os pré-candidatos a presidência que aparecem no diagrama acima apresentado são os seguintes:
  1. João Amôedo
  2. Paulo Rabello
  3. Flávio Rocha
  4. José Maria Eymael
  5. Alváro Dias
  6. Lévy Fidelix
  7. Jair Messias Bolsonaro
  8. Rodrigo Maia
  9. Marina Silva 
  10. Geraldo Alkimin
  11. Manuela D'Ávila
  12. Guilherme Boulos
  13. Henrique Meirelles
  14. Fernando Haddad

Lembrando que o registro de candidaturas para 2018 acontecerá apenas em Agosto, então essa lista ainda pode mudar um pouco, mas creio que  a maioria dos apresentados permanecerá.

Há quem possa estranhar a presença de Geraldo Alkimin no campo esquerdo por conta da eficiente propaganda que o PT efetuou contra seus adversários tucanos ao longo de muitos anos, mas sinceramente, se eu não colocar um social democrata na centro esquerda, ou ele não é social democrata de verdade ou eu não sei onde vou colocá-lo. Ah, mas o PSDB privatizou um bocado de estatais na gestão FHC. Isso não faz deles liberais e o próprio FHC argumenta que não, sem falar que em 2014 o Aécio defendia a reestatização de muitas das estatais privatizadas.

Não considero o Bolsonaro liberal, como já defendi aqui, se fosse liberal o seria no Poder Legislativo. Entretanto, pela escolha para Fazenda e pelo partido a que pertence o coloquei mas acima, caso contrário o teria alocado na posição mais extrema abaixo no diagrama.

Candidatos liberais nas eleições 2018: Amôedo, Rabello, Bolsonaro e Meirelles

Quem já conhece o "Carreira de concurseiro" sabe que eu sou um grande entusiasta do liberalismo econômico, não chego a ser um ortodoxo, buscando seguir a risca a cartilha liberal, mas tenho convicção que o Brasil precisa urgentemente de doses homeopáticas de liberalismo, afinal os gastos do setor público são gigantescos e mal aplicados, boa parte direcionada ao pagamento da folha de pagamento (até 70%) ou mesmo indo para o ralo por meio de corrupção e má gestão.

Desnecessário dizer que este cenário é ruin para todo mundo, principalmente para os mais pobres que não tem segurança pública, saúde e educação de qualidade.

Os socialistas, dos mais democratas aos mais radicais, dizem que vão melhorar, que vão direcionar bem os recursos públicos, mas uma vez no poder sequer cortam seus próprios rendimentos, bem como são os mais comprometidos com o corporativismo dos servidores públicos.

Pois bem. 

Os liberais parecem ser a solução, para quem tem medo de uma mudança radical, saiba que  a maioria dos liberais ativos na politica brasileira parece ser bastante cautelosa com a mudança.

Ao longo deste texto utilizarei o termo "liberal" em seu sentido econômico clássico, aquele primeiramente estabelecido pelo grande Adam Smith. 

Vamos verificar nossas opções liberais:


João Amoêdo


João Amôedo, 55 anos, é um ex-executivo, engenheiro, administrador de empresas, ativista político e palestrante brasileiro.

Creio que será a opção favorita dos entusiastas liberais brasileiros. Sendo bastante franco, não demonstrou uma performance muito boa por meio do bombardeio que sofreu em certo ponto desta entrevista do "Roda Viva", creio que o Novo poderia ter optado por alguém mais experiente.

De qualquer forma o voto de confiança é no Partido, já sabemos da qualidade dos candidatos eleitos pelo Novo em câmaras municipais, partido este que defende uma ideologia e não o faz disfarçadamente visando o poder e a corrupção.

E que outros candidatos liberais temos além do Amôedo? É o que veremos a seguir.


Paulo Rabello de Castro


Já falei um pouco sobre ele em outro post.

Mais experiente e possui melhor dialética que Amôedo, possivelmente se sairia melhor em debates. Infelizmente seu partido não possui a força e a confiabilidade do Novo. Trata-se do Partido Social Cristão (PSC) que além do liberalismo econômico prega também a Democracia cristã e o Conservadorismo social. Espero que não desanime da corrida presidencial por conta de não marcar pontos em pesquisas recentes.


Jair Bolsonaro

Eu possuo a convicção que um liberal pode e deve ser liberal agindo no poder legislativo e não precisa aguardar mudar de poder. Infelizmente não é o caso  de Jair Bolsonaro. Vide os projetos de autoria do Deputado na Câmara Federal, há notável predominância de projetos de teor corporativista para com os militares, desnecessário dizer o que um liberal de verdade pensa sobre este tipo de tópico. 

Bolsonaro não é liberal, nunca foi, parece estar aproveitando uma maré liberal principalmente entre os mais jovens para angariar votos.

Creio que seja o candidato que possui mais chances de abocanhar a presidência, mas escrevam o que digo, não atuará de forma liberal, não que eu tenha o dom da premonição, mas é o que os indícios mostram.


Henrique Meirelles

Ex-ministro da Fazenda na gestão Temer e na de Lula. Até ensaia ideias econômico liberais, mas em entrevista recente ao "Roda Viva" mostrou-se favorável a cotas raciais nas Universidades, contrariando a tese do Color Blind, muito aceita por politicos de tendência liberais mundo afora, notadamente alguns Republicans dos EUA.

No mais, por pertencer a máfia conhecida como MDB - antigo PMDB - já o torna invotável, se me permitem o neologismo.


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Bolsonaro e Trump não falam polissílabos

O título é uma provocação, é claro que os referidos politicos utilizam palavras polissílabas.

Pois bem...

Claro que o Brasil não é os Estados Unidos, mas há muitos pontos em comum nos dois países: ambos são nações de extensões geográficas continentais e possuem ampla população, bem como possuem sistema educacional bastante falho, o que pode favorecer a ascensão de abitolados no âmbito politico.

Nesse ponto é interessante comparar o improvável presidente eleitos dos EUA, Donald Trump com o mais provável candidato a assumir a presidência brasileira em 2019, Jair Bolsonaro.

Vejamos o que diz o abstract de um estudo a respeito dos discursos trumpistas:

A análise revelou que um nível de educação de quarta a quinta série (de 9 a 11 anos) é necessário para entender a linguagem de Trump. No total, 10 entrevistas adicionais e debates de outros candidatos nas eleições presidenciais de 2016, tanto do Partido Republicano quanto do Partido Democrata, foram analisados, usando as mesmas fórmulas de legibilidade, a fim de lançar luz adicional sobre os resultados de Trump. Esta análise mostrou que a pontuação média de todos os outros candidatos estava em um nível do nono ano (14 a 15 anos de idade). Além disso, o estudo revela que as sentenças e palavras de Trump eram significativamente mais curtas e menos complexas do que as de qualquer outro candidato. Este estudo sugere que Trump usa baixa legibilidade e simplicidade de linguagem como uma estratégia retórica para ganhar popularidade, de acordo com a tendência do anti-intelectualismo.

Pois bem, anti-intelectualismo é um conceito chave nos dois cenários aqui analisados - Trump e Bolsonaro - segundo a Wikipedia:

Anti-intelectualismo descreve um sentimento de hostilidade em relação a, ou suspeição de, intelectuais e seus objetos de pesquisa. Isto pode ser expresso de várias formas, tais como ataques aos méritos da ciência, educação, arte ou literatura.

Outro autor  é bastante elucidativo sobre o estilo do discurso trumpista:

Talvez a ferramenta mais poderosa usada por Donald Trump seja a simplicidade. Ele usa palavras comuns, frases simples e argumentos lógicos básicos.



E o Bolsonaro? Bom creio ser bastante possível fazer um paralelo sobre o discurso de Bolsonaro e o de Trump, ainda que no meu entendimento a simplicidade de Bolsonaro seja majoritariamente acidental, enquanto a de Trump é proposital, nas palavras do próprio argumentando a respeito:
“Eu estou dizendo a você, eu costumava usar o termo 'incompetente', agora eu uso 'estúpido'. Eu frequentei uma Universidade da Ivy League. Eu sou altamente educado. Eu conheço palavras. Eu tenho as melhores palavras. Mas não há palavra melhor do que 'estúpido'. Certo? Não há nenhuma! Não há nenhuma!"
Com esse tipo de simplicidade Trump e Bolsonaro falam à grande massa da população e são alçados a posição de destaque no respectivo cenário politico. 

Vejamos a simplicidade de Bolsonaro em ação em um video curto:


Notem a fala lenta e repleta de termos simples, em muitos momentos expressões são expostas de modo "solto" no discurso.

Mas... o que eu sei, essa é uma simples observação de minha parte, você pode ou não concordar com minha análise.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Uma critica desonesta ao Partido Novo?


Caríssimos amigos leitores

Pessoal, gostaria de avisar que, daqui até Outubro, posts sobre politica devem ser uma constante aqui em "Carreira de Concurseiro". 

"Mas Astro, abordando este tipo de tópico constantemente você não irá fugir do nicho do blog?"

Creio que não.

Afinal o Estado é nosso patrão, ou seja, é de interesse direto dos concursados - ou concursandos - entrar neste debate.

Vou identificar todos os posts da série com a Tag "Eleições 2018".

Além disso é uma forma de manter o blog em atividade, porque sinceramente já abrangi aqui muitos tópicos gerais relacionados a concurso e não quero ficar batendo sempre nas mesmas teclas e voltando a abordar temas que de uma forma ou de outra já pintaram por essas bandas.


Astronauta Desempregado


Colocado isso, vamos aos post do dia:


Uma critica desonesta ao Partido Novo?

Conforme já expus aqui pretendo votar em todos os candidatos do Partido Novo, inclusive no João Amôedo para a Presidência da República.

O Partido continua marcando forte presença nas redes sociais, sendo  que a página oficial do mesmo corresponde a legenda politica com maior número de curtidas dentre todos os partidos politicos, inclusive é claro alguns bastante antigos, como PSDB e PT.

Deste modo, embora o candidato a presidência pelo partido sequer tenha alcançado 1% de intenções de voto em pesquisas recentes, o partido chama a atenção pelo alto número de simpatizantes e acaba entrando na mira de muitos críticos, alguns dos quais fanáticos politicos.

Claro que toda critica construtiva é sempre bem vinda, mas não é o caso desta que apresentarei a seguir.


De modo que notei nos últimos dias que sempre que o Partido Novo era citado por alguém no Facebook, algum critico postulava algo como: "Partido Novo? Aquele partido de esquerda [lol] que apoia a agenda 30 da ONU!?". Geralmente o interlocutor incluía no comentário um link para o seguinte vídeo:



Antes de mais nada é bastante interessante - e triste - notar a força que alguns vlogueiros simplórios e que usam humor adolescente em seus videos - como no caso deste rapaz - conseguem alcançar na internet. 

Este vídeo já têm mais de 150 mil visualizações e nos últimos dias a critica presente nele tornou-se a principal - e talvez única - ferramenta para se criticar o Partido Novo na internet - "O Partido que apoia a Agenda 2030 da ONU".

Para resumir rapidamente o tal Bernardo nos informa que a Vereadora filiada ao Novo pelo Município de São Paulo propôs - juntamente a vereadores de outros partidos - e votou a favor do PL que deu origem a lei municipal - já sancionada pelo João Dória - que regulamentava a introdução da chamada Agenda 2030 da ONU.

A lei - diferentemente do que o Sr. Bernardo fez parecer - em nenhum momento transforma o texto do documento oficial da ONU sobre a agenda 2030 literalmente em lei no âmbito do município. Massss o Sr. Bernardo sequer cita trechos da Lei, vai diretamente ao documento oficial da ONU, como se este correspondesse literalmente a lei municipal aprovada na câmara e sancionada por Dória Jr.

E afinal o que é a tal Agenda 2030 da ONU?


Um documento comunista como Bernardo faz parecer? Ou seria um postulado com parâmetros a serem adotados no intuito de alcançar objetivos de interesse Universal? Dentre os quais acabar com a pobreza até 2030. Mas, aparentemente acabar com a pobreza é coisa de comunista, não algo que possa ser alcançado em meio a uma sociedade capitalista avançada.

A verdade é que mais de 150 países (aparentemente todos comunistas) participantes da Assembléia Geral da ONU - incluindo é claro o Brasil - foram signatários da Agenda. Ou seja, a lei aprovada de SP não faz mais do que regulamentar no âmbito municipal a implementação de uma agenda da qual o Brasil foi signatário. 

A seguir um video da ONU explicando melhor o histórico do programa e o que levou a ele:


Como explicitado no video acima, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) surgiram da Declaração do Milênio das Nações Unidas, adotada pelos 191 estados membros no dia 8 de setembro de 2000. Criada em um esforço para sintetizar acordos internacionais alcançados em várias cúpulas mundiais ao longo dos anos 90, a Declaração trouxe uma série de compromissos concretos que, se cumpridos nos prazos fixados, segundo os indicadores quantitativos que os, deveriam melhorar o destino da humanidade neste século. O prazo de validade deste programa acabou em 2015, os objetivos foram apenas parcialmente alcançados e agenda 2030 nada mais é que uma espécia de continuação do programa que fora aprovado em 2000. Os objetivos da Agenda aprovada em 2015 foram selecionados através de um processo amplo e aberto.

Muito barulho por nada da parte do Sr. Bernardo por um programa utópico que talvez sequer consiga sucesso.

Importante ressaltar também que a agenda 2030 é facultativa de ser seguida e continua assim sendo no Municipal de São Paulo, pois em nenhum momento a Lei votada e aprovada na Câmara Municipal determina seu seguimento a risca: http://www.camara.sp.gov.br/blog/agora-e-lei-o-municipio-de-sao-paulo-adota-a-agenda-2030-da-onu/.

Mas não adianta, aparentemente o tal Bernardo obteve sucesso em sua critica forçada (e um tanto desonesta) ao partido. A massa da internet comprou a ideia, e muita gente está chegando a cometer o disparate de chamar o Novo - partido notadamente defensor do liberalismo clássico - de comunista.

Eu não sei mais o que pensar dos brasileiros.

Outro dia - no post sobre a derrocada da gestão Parente na Petrobrás - falei que precisamos de aulas de noções de economia na educação básica, aparentemente precisamos ensinar muito senso critico também.



quarta-feira, 6 de junho de 2018

Eleições 2018: Maia, Manuela, Rabello e Geraldo


Hoje o "Correio Brasiliense" exibiu através de seu site, sabatinas com 11 pré-candidatos a presidência. Assisti algumas delas, vejo entrevista até de candidatos que odeio para entender suas posições.

Algumas ponderações sobre entrevistas que eu tive tempo de assistir:


Rodrigo Maia


“Nós não podemos aceitar que a Câmara dos Deputados se transforme num cartório carimbador de opiniões de parte da sociedade,(...). Nós aqui não somos obrigados a aprovar tudo que chega a este Plenário.”

- Rodrigo Maia para "O Globo" — 2 de agosto de 2017

Possivelmente o pior candidato. Se o pai desse cara não fosse cacique politico, sem dúvidas um incompetente como este nunca chegaria a presidência do Poder Legislativo Federal. Isso é Brasil.

Me chamou a atenção um trecho da entrevista em que o mesmo menciona algo como a Petrobrás não deve atender somente aos interesses dos acionistas da Estatal - até 49% das ações -, mas atender a sociedade como um todo - algo assim, não me lembro exatamente as palavras nem tenho estomago para rever o Maia falando, já tive minha dose de idiotice por um dia. Ora, se a politica de preços prejudicar o lucro dessa sociedade de economia mista - da qual o Estado (Nós) é dono de pelo menos 51% das ações - quem sai perdendo é a sociedade como um todo, que perde verba que poderia ir para outras areas. Desnecessário dizer que os mais prejudicados nessa brincadeira serão justamente os mais pobres, os quais o Estado tenta desastrosamente ajudar.

O engraçado é que instantes depois de nos brindar com essa bobagem  o camarada vem e diz ser "liberal", com certeza alguém da assessoria dele o fez falar isso para ganhar uns votinhos, parece que se dizer liberal hoje em dia está na moda, mas na prática politicos profissionais como Maia continuam mamando nas tetas estatais.

Manuela D'Avila


Outra candidata desastrosa, como se não bastasse ser filiada ao PC do B. Pode parecer argumentum ad hominem de minha parte, mas tenho que dizer, pesquisei a biografia da mesma impulsionado pelo fato dela aparentar ser bastante nova (36 anos), então resolvi procurar pelo currículo dela. Não deu outra, alguns pontos chave segundo a Wikipedia:

Manuela Pinto Vieira d'Ávila nasceu em Porto Alegre em 18 de agosto de 1981.[1] É filha da juíza Ana Lúcia e do engenheiro Alfredo d'Ávila.
É formada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Nas eleições municipais de 2004, foi eleita vereadora de Porto Alegre com 9 498 votos, ou 1,19% dos votos válidos, tornando-se a vereadora mais jovem da história do município [de Porto Alegre].

Após foi Dep. Federal.

Moral da História, Manuela não possui experiência profissional com absolutamente nada a não ser com o carreirismo politico. Nascida em berço de ouro, como todo bom e velho comunista.

Surpreendentemente ficou em segundo lugar na eleição para o executivo de Porto Alegre no ano de 2012. Os porto alegrenses deviam estar bêbados quando a colocaram com medalha de prata, ainda que muito atrás do primeiro colocado, me lembrou o caso do Freixo aqui no Rio, que foi massacrado pelos Paes quando disputou a prefeitura anos atrás.

Paulo Rabello de Castro


Candidato bastante apagado, filiado ao PSC. Não o conhecia, foi presidente do IBGE e do BNDES. Só gostaria de destacar que tive uma agradável surpresa com ele, parece um homem competente com algumas ideias interessantes, vale a pena saber mais sobre o mesmo, embora sequer tenha sido incluído nas ultimas pesquisas eleitorais. 

Discípulo de Roberto Campos, espero que não desista da corrida presidencial por conta dos maus resultados nas pesquisas, aparenta ser um ótimo candidato.

Geraldo Alckmin


Não muito a falar sobre este aqui, velho conhecido do eleitorado e possivelmente um dos candidatos mais facilmente reconhecidos desta corrida eleitoral, razão pela qual detém certa vantagem sobre alguns candidatos realmente bons. Essencialmente a caricatura de um demagogo. 



Resumo da Ópera, é dada a largada eleitoral, concurseiros e concursados, vamos acompanhar de perto, afinal o Estado é nosso patrão e é diretamente interessante para nós que ele seja bem gerido e que prospere bastante. 

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Imprensa de massas, redes sociais e a cobertura da "greve" dos caminhoneiros

O quarto poder na cobertura da "greve" dos caminhoneiros

Não é novidade para ninguém que a mídia de massas fora muito criticada pelos apoiadores do movimento dos caminhoneiros, isso porque a cobertura que a grande mídia, seja ela imprensa ou televisiva, possuía certa tendencia contrária ao movimento, centralizando sua oposição no argumento que a sociedade seria muito prejudicada pela falta de abastecimento e posteriormente - após o governo atender a demandas corporativistas dos caminhoneiros - a critica voltou-se para o fato que tal atendimento aos interesses particulares destes profissionais prejudicaria a sociedade como um todo, afinal o tesouro seria prejudicado e  o pagamento sairia, é claro do nosso bolso.

Esse é o resumo da Ópera até aqui.

Devo dizer que concordo com estes dois pontos elencados pelos veículos de imprensa, o que está coerente com meu pensamento e quem acompanha o "Carreira de Concurseiro" já conhece minha posição politica.

Acho que a paralisação faria muito mais sentido e teria o apoio de absolutamente todos, inclusive meu e da própria imprensa de massas se a pauta do movimento fosse mais abrangente, por exemplo, exigindo o corte de privilégios dos politicos e marajás do alto escalão dos três poderes. Claro que a briga seria maior e a greve estaria bem longe de acabar, mais o apoio seria quase que irrestrito e inclusive a população poderia se juntar em grande parte ao movimento.

A população, em contrapartida, apoiou fortemente a greve entendendo que teria benefícios financeiros a curto prazo - baixa no preço do combustível - sem entender - ou querer entender - que a Petrobrás e todos nós sairíamos prejudicados após está concessão. 

A imprensa criticou porque os repórteres, articulistas, editores etc. sabiam que o resultado seria esse, sabiam que eles mesmos seriam prejudicados, o governo poderia atender as demandas, mas jamais cortaria na própria carne, e caberia a sociedade cobrir o rombo.

Bom, depois desta semana, acho que os amigos esquerdistas vão 
ter que achar outra pessoa para "xingar" de "neoliberal

A inegável proliferação de Fake News nas redes sociais

Ao passo que os apoiadores do movimento criticaram duramente a cobertura feita pelos grandes veículos de comunicação, pude notar uma certa sacralização daquela informação perpassada de forma, digamos, amadora, nas redes sociais, sem checagem de fontes, pesquisa ou mesmo mero bom senso mesmo, na hora de compartilhar determinada informação ao toque de um botão.

Muitas vezes tenho a impressão que a pessoa possui ciência que a informação é falsa, mas, compartilha mesmo assim, eu sei la por qual razão.

Tomemos por exemplo o seguinte caso muito divulgado nas redes sociais:


Ao me deparar com uma informação destas eu tenho duas opções: pesquisar e confirmar ou sair divulgando por aí sem questionar qualquer aspecto da informação.

A imagem é por certo impressionante, mas uma breve pesquisa nos mostra que na verdade é a um frame retirado da filmagem de um engarrafamento gigantesco na China, como essa reportagem do britânico The Thelegraph indica.

Ou isso ou curiosamente tem muito asiático na Alemanha.

Em resumo, não consigo entender a critica a possíveis manipulações nos grandes jornais, quando nas redes sociais o fake news é descarado e ninguém demonstra se importar muito.


Os estatistas ainda tem mais força e palavra final.

Por fim um breve comentário sobre o fato de que, apesar de minha empolgação, uma das coisas que este evento mostrou é que os entusiastas de um Estado mais ineficiente e menos custoso ainda parecem poucos.

Sobre essa questão, recomendo a leitura deste artigo.

Pedro Parente: O ocaso de um liberal em terras de estatistas.
Acho que desta semana ele não passa no comando da Petrobrás.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Por que pessoas inteligentes muitas vezes falham?

Muitas pessoas de sucesso são bastante inteligentes.

Mas... Muitas pessoas inteligentes nunca atingem o sucesso.

Por que não?

Não é o tipo de pergunta que podemos responder com um mero sim ou não, mas eu tenho algumas teorias a respeito do tópico:

Elementos inerentes ao próprio individuo 

Preguiça - Talvez este seja o arqui-inimigo do inteligente e o pior de tudo é que muitas vezes é um inimigo não reconhecido. De modo que pessoas inteligentes tendem a ser preguiçosas, como possuem facilidade na escola, por exemplo, não tem a possibilidade durante a adolescência/ infância de aprender a se esforçar, o que pode ser prejudicial na vida adulta. De modo que um idiota esforçado pode muitas vezes superar um inteligente preguiçoso, por exemplo, se você é inteligente mas presta um concurso sem estudar corre o risco de ser superado por pessoas com habilidades cognitivas limitadas que estudaram para o certame, principalmente e claro na parte mais conteudista da prova, o detalhe é que o inteligente pode se dar bem com bem menos tempo de estudo, mas sua preguiça o impede.

Esperando reconhecimento e respeito


Na escola, as pessoas inteligentes recebem muitos elogios pelo quão bons e espertos elas são. Na realidade, ninguém dá a mínima para suas notas. Você é pago pelo que faz e pelo valor do que produz. Se seu amigo idiota é - por exemplo - advogado formado em uniesquina, enquanto você é digamos... Professor de educação básica, então seu amigo idiota possivelmente vai ganhar mais do que você, porque o diploma e emprego dele são melhores, ainda que ele seja um idiota e você seja inteligente.

Obter uma nota boa em um teste escolar não melhora a vida de ninguém e a sociedade não te dará nada so porque você é inteligente, raramente alguém até poderá cumprimentar pela inteligência, masss, convenhamos, massagem no ego não paga as contas e se bobear é muito mais fácil ser cumprimentado por coisas fúteis como altura ou pegar mulher do que por ser inteligente.

Não percepção da própria inteligência - pessoas inteligentes são cientes de seu potencial? Do que podem alcançar aplicando sua capacidade? As vezes, mas não sempre. Vide o que eu escrevi no posto sobre o efeito Dunning Krueger.


Elementos sócio-culturais

Sistema educacional falho - Moramos em uma país onde o sistema educacional falha com os seus discentes, professores de baixa qualidade não conseguem - ou mesmo não querem - ensinar. O aluno inteligente acaba ficando à mercê de um sistema que não o motiva. Mas, nem somente o ensino básico prejudica os mais desenvolvidos, o nível superior também é afetado, por exemplo, existe uma lei federal absurda que entrou em vigência em 2009 a qual impede que um mesmo discente curse mais de uma faculdade pública ao mesmo tempo, o que prejudica o individuo que tem capacidade para tal.

Cultura da não valorização do inteligente - No Brasil e em grande parte do mundo ocidental a inteligencia e o conhecimento parecem não ser valorizados e/ ou estimulados. Na nossa cultura laboral por exemplo, ser falastrão acaba contando bem mais do que ser um profissional técnico, competente, habilidoso etc. 


Bom, estes são alguns pontos que consegui pensar no momento. Pessoalmente me identifico muito principalmente com o primeiro, por sorte tenho amadurecido e identificado meu erro - antes tarde do que nunca. 

Ser inteligente para mim é, além de facilidade em resolver problemas, ter também facilidade em adquirir novos conhecimentos e adquirir habilidades (bem como aplicar tais conhecimentos e habilidades) e foi mais ou menos com esta definição em mente que escrevi o texto acima.


sábado, 5 de maio de 2018

Ser Cristão


Embora a popularidade - por assim dizer - da Bíblia pareça estar em declínio no mundo ocidental considero essa obra seminal como guia para o exercício de uma vida produtiva para a sociedade e para si próprio.

Digo, ainda que você seja ateu ou agnóstico não deveria negar a importância da Bíblia como guia de comportamento ético, ainda que retirando o aspecto transcendente da coisa, por assim dizer.

Ao ler determinados trechos bíblicos, costumeiramente me pego espantado com a atemporaneidade de muitas passagens. Embora, reconheça sim que algumas passagens podem ser vistas como inadequadas nos dias de hoje.

Algumas coisas boas que retiro da Bíblia para aplicação cotidiana:


Ética no trabalho

A critica a figura do preguiçoso e a exaltação do trabalho são comuns no meu livro favorito do antigo testamento: provérbios. Deste modo, procuro sempre ser um excelente profissional em meu trabalho, sem reclamar de serviço. Isso é bom para a sociedade que ganha com meu trabalho e é bom inclusive para mim, que me sinto mais completo bem como posso acabar ganhando o reconhecimento de forma financeira - ainda que este não seja o objetivo central da coisa. Imagine que sociedade maravilhoso seria, se não houvessem preguiçosos e todos estivessem sempre disponíveis e ansiosos por ajudar o próximo. Melhor para a economia, melhor para a sociedade, melhor para o individuo.

Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também

Isso me ajuda muito no dia a dia, principalmente em debates, seja na internet, seja na vida real. Quando alguém vem me repreender por qualquer motivo de forma agressiva procuro manter a tranquilidade e incentivar o diálogo produtivo, o que com certeza me ajuda muito na vida cotidiana.


Por enquanto só vou apontar estas duas questões, procurarei falar mais sobre o assunto em outras oportunidades.


Dica de filme


Para encerrar gostaria de indicar um filme muito bom relacionado a este assunto: Cruzada (2005) do genial diretor Ridley Scott. O filme narra a história de Baliam, um cavaleiro que viaja para Jerusalem no século XII. A rigidez ética do protagonista é inspiradora, para dizer o mínimo, algo bem diferente dos chamados anti heróis aparentemente tão populares nos dias de hoje. "Que homem é homem que nao vive para fazer do mundo um lugar melhor!?" Confira!


Pera... antes de terminar... nada a ver com o post em si, mas tem algo me incomodando neste poster de Cruzada. Vamos consertar isso.


Melhorou.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Sobre o privilegio de morar perto do trabalho

Imagino que isso seja bem mais difícil de conseguir para quem mora em cidades grandes por conta do alto valor dos imóveis nas áreas onde a maior parte da força laboral está, mas em cidades de médio porte como a minha aluguéis no centro podem ser encontrados a preços aceitáveis o que me garante um micro luxo moderno que é morar perto ao trabalho.

Com uma breve caminhada de 10 minutos já chego ao prédio onde trabalho, parece bobo de minha parte valorizar tanto isso, mas alguém como eu que em certa época da vida precisou fazer um translado de ônibus diário de média de 2h (para ida e volta) sabe o valor de morar próximo ao trabalho.

Quando precisava pegar transporte público para o meu emprego anterior, posso afirmar categoricamente que a viagem casa-emprego me estressava mais do que o trabalho em si. E foi uma das razões para eu ter pedido exoneração mais cedo do que deveria e consequentemente tendo ficado alguns meses desempregado em 2017.

Meu velho arqui inimigo, o transporte público
Além do tempo que perdia, havia também a questão do inferno que é frequentar transporte público no Brasil: Veículos lotados e desconfortáveis.

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