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quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Socialização de dividas estudantis: No BR ninguém é contra

 Estava eu assistindo o debate presidencial no último domingo, quando um assunto usado como palanque pelo Bolsonero me chamou a atenção, em dado momento do debate: ele diz ter sido responsável por sanar dividas estudantis com o Fies em até 99%.

Basicamente, o cara faz política com a nossa carteira, dizendo orgulhosamente que todos nós pagamos por Uniesquinas usufruídas por outras pessoas.

Uma verdadeira socialização da dívida estudantil.

Quem acompanha a internet anglófona, especialmente em meios como o YouTube e o Reddit, sabe que a quitação de dívidas estudantis com o governo federal de lá é uma questão antiga que gera muitos debates acalorados.

Não sei mais em que pé está, mas num breve google, pude notar que o Biden já caminhou um pouco nesse sentido, não liberalizando geral, mas perdoando dívidas para ex-estudantes que atendam a certos parâmetros (vide BBC, em inglês). Provavelmente, se fosse um presidente do partido Republicans somado a  um Congresso dominado pelo mesmo partido, isso nem teria ido pra frente...

No Br é diferente! Todo mundo parece orgulhosamente feliz em poder perdoar dívidas de estudantes que realizaram cursos muitas vezes em universidades de péssima qualidade, vulgo uniesquinas, com preços lá em cima impulsionados justamente pela faculdade deste crédito estudantil ofertado pelo governo.

Não espero coisa diferente do que se entende por esquerda. É justamente isso que eles defendem...

O curioso é que por aqui, a chamada direita edita uma MP por meio de seu presidente ultra populista, a qual posteriormente é transformada em lei pelo Congresso, vide aqui.

À direita, apenas silêncio.

Os think tanks que poderiam dizer algo a respeito e tentar combater essa nonsense estão ocupados demais, se me perdoam a expressão de baixo calão, lanbendo as bolas do excrementício imbecil responsável pela edição desta MP, Sr. Jair M. Bolsonaro (gosto de pensar que o "M" é abreviação de merda).

Quem aí teve dívida perdoada com isso, vai ficar chateado com o meu texto, mas ta aí, publicada minha opinião, em linhas gerais, não acho legal que todo mundo pague por algo que nem todo mundo usou, Faço ressalvas com programas sociais que atendem os extremamente humildes, estilo auxílio Brasil, mas pagar universidade pra uma população majoritariamente de classe média é simplesmente bizarro. Ainda mais sendo, em sua maioria, universidades de muito baixa qualidade cobrando preços superestimados. 

Meus amigos, esse país é uma piada sem futuro.



domingo, 19 de setembro de 2021

O mito de que professor ganha mal - Parte 3: Mas Astronauta, porque você não da aula então?

 Bom, voltando rapidamente a um tema clássico aqui do blog, este terceiro artigo da série não bate fortemente nas teclas que já tratamos antes. Mas, vamos apenas recapitular rapidamente as muitas vantagens do cargo:

  • Férias muito extensas
  • Carga horária muito baixa
  • Concursos fáceis de classificar
  • Salário razoável, condizente com a carga horária
  • Sacralização do professor na cultura tupiniquim e consequentemente corporativismo e lobismo forte em Brasília, o que deixa a categoria menos vulnerável a reformas radicais
  • Aposentadoria cinco anos mais cedo mesmo trabalhando pouco (considere que uma professora mulher pode aposentar 10 anos mais cedo que um não professor homem) 

Me refiro neste post a professores de educação básica, importante frisar, os de nível superior em universidades públicas estão pareados com os melhores concursos deste país.

Pois bem, já comentei aqui em outros posts que a minha formação superior é em licenciatura em História.

Canudo muito fraco pra concursos, só desbloqueia aqueles que servem qualquer nível superior, seria mais estratégico fazer uma tecnólogo curto, mas isso é assunto pra outro post...

Serve também, claro, para os concursos de professor de História.

Os para faculdade, embora paguem muito bem, eu descarto por razões que já discorremos por aqui.

Já os de educação básica, ou seja, ens. médio e fundamental, possuem aqueles benefícios que elenquei no começo do post, inclusive são concursos de nível muitíssimo fácil para concurseiros mais experientes.  

Ora, sendo assim porque eu não dou aula então?

Simples, a verdade é que eu não tenho a minima paciência para aturar adolescentes mal educados em escolas públicas, me estressaria muito e nem sei se compensaria férias bem mais longas somadas a carga horária magra e aposentadoria precoce. 

Uma estratégia a se pensar é, caso o servidor seja ocupante de um cargo técnico ou cientifico, faça concursos para professor com horário compatível, fará uma grana extra se tiver saco para tolerar alunos. Mas há que se considerar que o IR abocanharia bem seu salário, então talvez não compense bem assim...

"Sabe, Lynn, quando comecei a ensinar, pensei que estava fazendo isso pelos motivos certos:
 Carga horária curta. Verões de folga. Sem responsabilidade" - Citação do filme "Professora sem classe"





sábado, 28 de novembro de 2020

Vestibular ou concurso, o que é mais difícil?

 Bom, pergunta interessante a se debater.

Se você não é um leigo na área e tivesse que responder a questão em uma única palavra, diria "concurso", claro.

Mas a coisa é levemente mais complexa, de modo que evidentemente depende de qual vestibular estamos falando e de qual concurso estamos falando, mas, via de regra, concursos são mais disputados.

Claro que concursos que pagam pouco tendem a ser bem menos disputados que o vestibular médio - e que vestibulares mais concorridos chegam a ser mais disputados que muitos concursos de nível mais simples, mas isso é o ponto fora da curva.

Enfim, vou pegar alguns exemplos recentes como amostragem para representar o que eu disse.


Vou então comparar com a relação candidato x vaga do mais recente dado do vestibular da USP, relacionado ao vestibular 2021. Leve em conta que a USP é a maior universidade deste país, portanto a tendencia é que seus vestibulares sejam mais concorrido que a média das outras.

Vou fazer algumas comparações e depois você mesmo, se tiver curiosidade, pode fazer as suas.

EXEMPLO 1: CARGO COM FORMAÇÃO ESPECIFICA E SALÁRIO RUIM

Retirei alguns exemplos de relação candidato x vaga de sites de bancas, a começar pela INCP, banca que vejo pegar muitos concursos em prefeituras de interior aqui no RJ, vejamos a relação candidatos x vagas de um concurso para a prefeitura de Macaé.

A vaga com a menor relação, de 1,6, é pra uma formação muito especifica, professor de braile, o que explica o muito baixo número de candidatos que puxa a relação para baixo. O salário é de apenas R$ 983,00, o que não deve atrair muita gente formada em braile na região... Na comparação com o vestibular da USP, somente é menos concorrência - estou me atendo exclusivamente a relação para ampla concorrência na USP - que o vestibular para Licenciatura em Ciências Exatas - São Carlos, cuja a relação é 1,5.

EXEMPLO 2: CARGO DE ENSINO MÉDIO COMPLETO E COM SALÁRIO RUIM

Mas este concurso realmente é um ponto fora da curva, vamos comparar com um cargo que pague mal, porém seja de formação mais abrangente, apenas ensino médio completo. Vejamos a relação para a Prefeitura de Rio das Ostras, edital de 2020.

O cargo que vou analisar é o de agente fazendário, que exige apenas EM e paga R$ 1.372,49, há apenas uma vaga, este tipo de cargo costuma atrair muito, mas o salário pode frear a concorrência. A relação é de 182! Confira a relação candidato vaga dos cursos mais disputados na USP e verá que o primeiro lugar, medicina, possui relação candidato vaga de 154,6.

Ou seja, olhando apenas o fator relação candidato x vaga, temos que ganhar pouco mais que um SM em Rio das Ostras é mais difícil do que cursar o curso mais concorrido na USP!



EXEMPLO 3: CARGO COM SUPERIOR EM QUALQUER ÁREA E SALÁRIO RAZOÁVEL

Agora vejamos um cargo que não possui formação especifica e paga um salário razoável, mas exige superior completo, o que elimina muitos candidatos em potencial que não tem curso superior: Fiscal de tributos II, salário de R$ 4.023,93. Apenas uma vaga para 661 candidatos. 4K já é um salário suficiente para um homem solteiro viver com dignidade no interior do RJ, mas não é nada sensacional. Temos que, ainda assim, e mesmo com o fator exigência de formação superior filtrando muito o número de candidatos interessados, este concurso é mais de três vezes mais disputado que o vestibular mais disputado da USP!

Cabe observar aqui que medicina é o ponto fora da curva, a relação do quinto vestibular mais disputado da USP, o de relações internacionais, é de apenas 55,3! O que coloca um concurso de 4k em Rio das Ostras como pelo menos doze vezes mais disputado!



EXEMPLO 4: CARGOS DE ENS. MÉDIO E DE DIREITO, COM SALÁRIOS BONS

Bom, estou ficando cansado então somente vou dar mais um exemplo. Três na verdade, vamos pegar o recente edital da FGV para o MPRJ, concurso de grande visibilidade que interessa a muita gente no estado e teve provas aplicadas em diversas cidades. Dois cargos de ens médio e uma para direito, os de ens. médio pagam pouco mais de 4k e o para formação em direito, pouco mais de 7k. Leve em conta que direito é o curso superior mais comum no Brasil.

As relações são as seguintes, conforme divulgadas pela banca FGV:

Analista do Ministério Público - Processual: 08 vagas, 10.846 candidatos, relação de 1.355,8.

Oficial do Ministério Público: 01 vaga, 3.802 candidatos, relação de 3.802,0.

Técnico do Ministério Público - Administrativa: 06 vagas, 25.288 candidatos, relação de 4.214,7.

Cargos como este técnico do MP costumam ser os mais disputados, por pagarem bem e exigirem apenas ens. médio.

Sem comentários neste exemplo, os números falam por si.


CONCLUSÃO

Bom, não temos nem o que discutir, concursos públicos tendem a ser muitíssimo mais disputados que vestibulares, vestibulares da USP são apenas comparáveis a concursos de nível fácil, que não pagam muito bem. Um cargo tido como básico para concurseiro, como este de ens. médio para o MPRJ já é surrealmente mais disputado que o vestibular mais disputado da USP.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

O dia da prova não é uma corrida

Quando eu cursava escola e faculdade, lembro que procurava fazer as provas o mais rápido possível, em parte porque eu queria ter mais tempo livre pra ficar batendo pernas com os amigos, mas também porque eu queria mostrar a todos que eu podia, que aquilo não significava nada para mim, enquanto uns se matavam pra fazer uma prova, eu fazia de qualquer jeito e ainda recebia uma boa nota.

Mas eu ainda era um jovem ingênuo, hoje em dia, já mais maturo, percebo que ser egocêntrico não me serve de nada. Já não me importo com o que os outros pensam e se hoje em dia eu cursasse outra faculdade ou algo assim, procuraria fazer provas sem pressa - embora meu tempo de leitura seja muito bom, prefiro analisar as questões com prudência.

Claro que uma prova de concurso tem um peso maior do que uma singela provinha de faculdade, então até entendo que nas provas de faculdade, o aluno resolva fazer de qualquer jeito mesmo.

Em concursos públicos não é assim, mesmo que o seu tempo de leitura seja muito bom, é preciso dar atenção a questões para não escorregar em cascas de bananas cruéis.

Administrar o tempo é essencial e não há porque não usar tal ferramenta de forma estratégica.

Claro que tem sempre aqueles concurseiros mais amadores que adoram terminar rápido e ir pra fora do prédio comentar o quanto a prova estava fácil - curiosamente a maioria desses Barry Allens tendem a não classificar.


Por que? porque estavam mais preocupados em parecer os bonzões do que em fazer uma prova decente. 

Evidentemente que pessoas mais inteligentes leem e raciocinam mais rápido, além do que, quem tem maior domino da matéria, fará a prova mais rápido, talvez por isso  os Barry Allens façam a prova no menor tempo possível, eles são atores, estão fingindo que são inteligentes demais para aquilo ali, e acabam entregando a prova sem ter tempo hábil suficiente para ler todas as questões - ainda que tenham um tempo de leitura muito bom!

Não é preciso ter pressa, afinal, passar num cargo de 20k é muito melhor do que ter ego inflado com uma coisa tão boba quanto "fui o primeiro a acabar", parabéns garoto, aqui está o seu tapinha nas costas.


Em tempo, ainda não estou conseguindo responder comentários com meu login.

E essa ansiedade ein? Logo esse ano que eu planejava voltar com tudo aos concursos, veio essa pandemia. Fato é que eu estou doido pra fazer uma prova, ter aquela adrenalina do momento.

Abraços.






sábado, 11 de janeiro de 2020

Pessoas que passam anos excessivos na faculdade

Lembro que há uns anos atrás, quando fiz a minha primeira graduação - ainda pretendo fazer outras se tiver tempo e sac* - estava completamente ansioso para acabar logo com o curso, colocar a mão no diploma que me possibilitaria fazer alguns concursos de nível superior e até ganhar adicionais de qualificação em cargos de ens. médio - a saber, sou licenciado em história. Além é claro, de poder trabalhar para ajudar minha mãe e desafogar o orçamento do meu pai. 

Até aí nada de anormal, todo mundo quer se forma logo porque o nosso tempo na terra é finito e temos mais o que fazer, certo? Aparentemente não, pelo menos não para alguns discentes de faculdade.

Desde os tempos de aluno, notava que, curiosamente, certos estudantes demoravam em algumas vezes mais de dez anos para concluir cursos que duravam quatro ou cinco. A maioria das faculdades publicas tem regras de jubilamento neste casos, geralmente o tempo limite corresponde ao total do curso mais 50%, mas não sei por qual razão tais regras parecem não ser seguidas.

Casos assim em faculdades particulares são ainda mais bizarros. Afinal a pancada financeira é bem maior, com o preço das mensalidades.

Geralmente tais estudantes são bancados pelos pais, simplesmente e lamentavelmente não devem ter pena do bolso de outrem. 

Claro que cada caso é diferente, existe sim aquele cara já com a vida ganha que resolve fazer uma faculdade sem pressa só pra distrair a cabeça ou aquela pessoa pobre que teve que trancar a faculdade várias vezes por questões financeiras, porém existem casos bizarros, claro que cada um faz o que quer com sua vida, mas existem algumas escolhas que são simplesmente incompreensíveis. 
Imagem meramente ilustrativa, é de alguma comédia da Netflix, que eu nunca vi.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Por que pessoas inteligentes muitas vezes falham?

Muitas pessoas de sucesso são bastante inteligentes.

Mas... Muitas pessoas inteligentes nunca atingem o sucesso.

Por que não?

Não é o tipo de pergunta que podemos responder com um mero sim ou não, mas eu tenho algumas teorias a respeito do tópico:

Elementos inerentes ao próprio individuo 

Preguiça - Talvez este seja o arqui-inimigo do inteligente e o pior de tudo é que muitas vezes é um inimigo não reconhecido. De modo que pessoas inteligentes tendem a ser preguiçosas, como possuem facilidade na escola, por exemplo, não tem a possibilidade durante a adolescência/ infância de aprender a se esforçar, o que pode ser prejudicial na vida adulta. De modo que um idiota esforçado pode muitas vezes superar um inteligente preguiçoso, por exemplo, se você é inteligente mas presta um concurso sem estudar corre o risco de ser superado por pessoas com habilidades cognitivas limitadas que estudaram para o certame, principalmente e claro na parte mais conteudista da prova, o detalhe é que o inteligente pode se dar bem com bem menos tempo de estudo, mas sua preguiça o impede.

Esperando reconhecimento e respeito


Na escola, as pessoas inteligentes recebem muitos elogios pelo quão bons e espertos elas são. Na realidade, ninguém dá a mínima para suas notas. Você é pago pelo que faz e pelo valor do que produz. Se seu amigo idiota é - por exemplo - advogado formado em uniesquina, enquanto você é digamos... Professor de educação básica, então seu amigo idiota possivelmente vai ganhar mais do que você, porque o diploma e emprego dele são melhores, ainda que ele seja um idiota e você seja inteligente.

Obter uma nota boa em um teste escolar não melhora a vida de ninguém e a sociedade não te dará nada so porque você é inteligente, raramente alguém até poderá cumprimentar pela inteligência, masss, convenhamos, massagem no ego não paga as contas e se bobear é muito mais fácil ser cumprimentado por coisas fúteis como altura ou pegar mulher do que por ser inteligente.

Não percepção da própria inteligência - pessoas inteligentes são cientes de seu potencial? Do que podem alcançar aplicando sua capacidade? As vezes, mas não sempre. Vide o que eu escrevi no posto sobre o efeito Dunning Krueger.


Elementos sócio-culturais

Sistema educacional falho - Moramos em uma país onde o sistema educacional falha com os seus discentes, professores de baixa qualidade não conseguem - ou mesmo não querem - ensinar. O aluno inteligente acaba ficando à mercê de um sistema que não o motiva. Mas, nem somente o ensino básico prejudica os mais desenvolvidos, o nível superior também é afetado, por exemplo, existe uma lei federal absurda que entrou em vigência em 2009 a qual impede que um mesmo discente curse mais de uma faculdade pública ao mesmo tempo, o que prejudica o individuo que tem capacidade para tal.

Cultura da não valorização do inteligente - No Brasil e em grande parte do mundo ocidental a inteligencia e o conhecimento parecem não ser valorizados e/ ou estimulados. Na nossa cultura laboral por exemplo, ser falastrão acaba contando bem mais do que ser um profissional técnico, competente, habilidoso etc. 






Bom, estes são alguns pontos que consegui pensar no momento. Pessoalmente me identifico muito principalmente com o primeiro, por sorte tenho amadurecido e identificado meu erro - antes tarde do que nunca. 

Ser inteligente para mim é, além de facilidade em resolver problemas, ter também facilidade em adquirir novos conhecimentos e adquirir habilidades (bem como aplicar tais conhecimentos e habilidades) e foi mais ou menos com esta definição em mente que escrevi o texto acima.


quinta-feira, 22 de março de 2018

As melhores e as piores Faculdades para concursos públicos - Post Mutável

Estava lendo uma matéria de "Gazeta do Povo", quiçá o melhor site de noticias brasileiro, quando achei que seria interessante discorrer sobre este tópico.

De modo que vou elencar aqui, em minha muito humilde opinião, as melhores, bem como as piores faculdades para quem deseja adentrar no setor público em cargos que exijam nível superior.

Detalhe, claro, que vez ou outra você verificará editais que exigem meramente o nível superior em qualquer área, seja ele licenciatura, tecnólogo ou bacharel, então mesmo a graduação com menos opções ainda poderá proporcionar algo interessante para você se inscrever. 

Em outras palavras, qualquer diploma de nível superior é melhor do que nenhum diploma de nível superior, pois diversas oportunidades de concursos são desbloqueadas.

Claro que cada caso deve ser isolado individualmente e fatores como aptidão também não podem ser consideradas aqui, vamos começar!

Outro detalhe é que vou editar este post aos poucos, afinal será uma lista muito extensa, a qual eu não tenho condições de criar em uma tacada só, portanto prefiro deixar o post em aberto do que deixá-lo largado nos rascunhos aqui de "Carreira de Concurseiro". Dessa forma novos cursos irão sendo acrescentados aos poucos, em qualquer ponto da lista.

Vamos começar, os cursos estão em ordem decrescente, do melhor para o pior.


Bacharelado em Direito
Já falei muito brevemente sobre este tema em uma das primeiras postagens aqui de "Carreira de concurseiro", foi em "Direito: o melhor diploma que um concurseiro pode ter", ocasião em que argumentei rapidamente porque considero Direito o melhor curso superior para quem pretende conquistar bons cargos no setor público, e creio que poucos discordarão de mim neste ponto...

Engenharia Civil

Engenharia Elétrica

Engenharia Mecânica

Ciências Contábeis

Medicina
Alguns dos salários para prefeituras do interior não costumam ser grande coisa, mas os concursos são numerosos e os de salário relativamente baixos para um médico costumam ser muito pouco disputados. Além é claro da possibilidade de acumular dois cargos na área de saúde com profissões regulamentadas, prevista na CF. Reforço aqui que a lista foca em concursos, caso contrário, medicina provavelmente estaria no topo.

Farmácia

Nutrição
Penso que devo colocar cursos da área de saúde em boas colocações, devido a possibilidade de acumulação de cargos prevista na CF. Desse modo, agrupo nessa etapa farmácia, nutrição, enfermagem e odontologia, rankiados por melhor relação vagas/ candidatos.

Enfermagem
Se os salários nestas áreas de saúde não forem dos melhores municípios pequenos, a facilidade de conciliar horários é grande, e dois salários fracos, se somados, formam um razoável.

Odontologia

Psicologia

Comunicação social
Sim, comunicação social, curiosamente, há relativamente muitos cargos voltados para essa área no setor público.

Administração de empresas
Poderia até rankiar melhor, se não tivesse tanta gente formada neste aqui.

Administração Pública

Licenciatura em Letras ou Matemática
Desconsiderando-se o fator salário, concursos para professores nestas áreas são os mais amplos.

Licenciatura em Biologia, Química ou Física
Os concursos para essas três licenciaturas tem em comum o fato de ter pouca gente formada nos mesmos, fazendo com que os certames sejam pouco disputados e consequentemente mais fáceis de aprovação.

Economia
Licenciatura em História
Pode fazer todos os concursos para nível superior em História, bem como os de docência na educação básica.


Bacharelado em Geografia

Licenciatura em Educação física

Bacharelado em História


Licenciatura em Geografia
Tenho que colocar Licenciatura em Geografia nesta posição pela razão de que talvez ela seja uma das licenciaturas de menor procura em concursos, isso porque a lei que regulamenta a profissão de geografo não possibilita aos licenciados - exceto alguns casos específicos previstos no art. 2º da referida lei - o exercício da profissão, o que evidentemente restringe muito o leque de opções para os licenciados, tendo em vista que não podem prestar concursos para geógrafos, ficam restritos mesmo a sala de aula.


Chegamos a faixa final, mas lembre-se, o pior canudo ainda é útil ao concurseiro, que na falta de concursos para sua área de formação, pode ao menos fazer concursos que precisam de qualquer nível superior.

Tecnólogo em Gestão Ambiental

Tecnólogo em Radiologia
Sobre este aqui, um comentarista anônimo escreveu: "Oportunidades de trabalho quase inexistentes na iniciativa privada, e quando há concursos (quase inexistentes também), só há uma vaga para centenas de formados". Muita concorrência e poucas vagas é a formula para o desastre.

Tecnologia Oftálmica

Turismo ou Hotelaria (Bacharelado, tecnólogo ou licenciatura)
Concurso raríssimos, o detalhe é que mesmo na inciativa privada é muito difícil encontrar empregos, a maioria com salários baixíssimos, sem falar que a lei que regulamenta a profissão de turismólogo, acertadamente não exige nível superior para tal, conforme eu já apontei aqui. A titulo de curiosidade apenas, comparei o número de buscas que o Google retorna quando digito palavras chave associando determinada profissão com a palavra concurso, o termo Turismólogo foi o que retornou os números mais ridículos, frente aos milhões retornados quando busco - por exemplo - "enfermeiro concurso" (sem aspas na hora de pesquisar, claro), o qual me retorna 654.000 resultados resultados, frente a meros 5.930 resultados ao trocar enfermeiro por turismólogo. 

Tecnologia em Estética e Cosmética
Não me leve a mal se você é da área e está lendo isso, parece ser um curso interessante e há demanda por este tipo de profissional no setor privado, mas eu nunca vi sequer um edital concurso que pedisse especificamente esta graduação.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A sacralização do ensino superior no Brasil


De cara já começo alertando que este aqui é um assunto extenso e que muito possivelmente voltarei a ele em outros posts, afinal este tópico não pode ser esgotado em único texto curto.

Dito isso...

Me recordo que há alguns anos estava conversando com um colega de faculdade, um tipico estudante de licenciatura, sem muitas pretensões financeiras, ansioso pra passar a vida lecionando na educação básica para alunos que não querem aprender enquanto reclama que os docentes brasileiros deveriam ser mais bem remunerados, sabe, você deve conhecer alguém assim, figurinha cliché.

Pois bem, em algum momento a nossa conversa de bar adentrou no tópico da regulamentação da profissão de historiador, que naquela época ainda não possuía lei regulamentadora, e na verdade ainda não tem.

Este meu amigo defendia arduamente que caso uma lei regulamentando tal profissão fosse redigida, esta deveria restringir o exercício da função para formados em História, entendo tal posição, afinal o corporativismo de um futuro formado na área bateu forte no peito de meu amigo.

Discordo que só os historiadores de formação possuem capacidade para trabalhar na área, bem como perderíamos muita produção por tal restrição desnecessária, pois creio que nem todas as profissões, a maioria talvez, possam ser exercidas por profissionais de qualidade, ainda que não detentores de diploma na área.

Acredito que se um individuo possui habilidades natas com escrita e pesquisa, por exemplo, ele pode ser um ótimo jornalista, ainda que sem o diploma.


O que a exigência do diploma acaba ocasionando é o fato de que um grande profissional pode ser preterido por um imbecil pelo único fato da detenção ou não de um diploma de nível superior, muitas vezes conquistado em uma Uniesquina...

Veja a lei que regulamenta a profissão de turismólogo, por exemplo, de cara temos um artigo que fora muito sabiamente vetado. Tal artigo vetado estabelecia o seguinte:

“Art. 1o  A profissão de Turismólogo será exercida:
I - pelos diplomados em curso superior de Bacharelado em Turismo, ou em Hotelaria, ministrados por estabelecimentos de ensino superior, oficiais ou reconhecidos em todo o território nacional;
II - pelos diplomados em curso similar ministrado por estabelecimentos equivalentes no exterior, após a revalidação do diploma, de acordo com a legislação em vigor;
III - por aqueles que, embora não diplomados nos termos dos incisos I e II, venham exercendo, até a data da publicação desta Lei, as atividades de Turismólogo, elencadas no art. 2o, comprovada e ininterruptamente há, pelo menos, cinco anos.”
Detalhe que pelo texto do artigo, ainda seriam impossibilitados de exercer a profissão os licenciados e tecnólogos da área, o que seria outro atraso. Pois bem a justificativa para o veto é muito pertinente: “A Constituição, em seu art. 5o, inciso XIII, assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, cabendo a imposição de restrições apenas quando houver a possibilidade de ocorrer algum dano à sociedade.” 


Desta forma, pergunto, creio que ninguém negará que diplomas de medicina, odontologia e engenharia, por exemplo são indispensáveis para o exercício de tais profissões, entretanto, há mesmo necessidade de se exigir diploma de nível superior para o exercício profissional em  áreas como História, Jornalismo, turismo e tantas outras?


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ciência ou cerveja sem fronteiras

Nos anos de domínio do lulopetismo, o governo federal se mostrou mestre na criação de programas e ações que que mostram-se completamente ineficientes, bem como são um verdadeiro desperdício do orçamento público, com retorno completamente ou quase nulo para a sociedade como um todo.

São tantos os programas com essas características que fica difícil apontar um só como sendo o campeão do besteirol, mas se pra mim tem um programa do governo federal que leva o prêmio de puro desperdício de dinheiro público, esse programa é o chamado ciência sem fronteiras - jocosamente conhecido nos meios acadêmicos como cerveja sem fronteiras ou mesmo turismo sem fronteiras.

Como muitos programas da área de educação, parece que acaba recedendo um salvo conduto de criticas de muitos setores da sociedade, principalmente daqueles que ingenuamente, ou maliciosamente, parecem achar que o Estado tem dinheiro infinito e que não somos nos, os contribuintes, que o carregamos nas costas.

Embora bem intencionado, o programa não funciona na prática. Isso porque na grande maioria das vezes, os contemplados com o programa definitivamente não o levam a sério. 

Você talvez conheça um aluno participante deste programa que viaja para outro país e passa todo o período de intercâmbio (12 meses) postando fotos no facebook de constantes viagens. Se conhece algum participante do ciência sem fronteiras, talvez também tenha constatado que este não é nenhum garoto prodígio que justifique o investimento por parte do poder público. Digo isso porque eu conheço pessoalmente muitos destes casos.

Uma coisa que me chama a atenção nos números do ciência sem fronteiras diz respeito ao enorme quantitativo de estudantes que escolhem Portugal como destino de estudos, em toda minha ingenuidade eu não conseguia entender tal fato, visto que Portugal é um país sem muitas tradições acadêmicas, porém, ao conversar com um amigo sobre o assunto pude entender melhor a predisposição na escolha dos inter cambistas pelas terras lusas: não demonstram domínio de outro idioma, portanto Portugal acaba sendo a melhor opção de destino. Creio que partindo desta premissa fica claro que não estamos lidando aqui com prodígios estudantis, afinais os participantes sequer demonstram conhecimento básicos de um segundo idioma para irem a países com maior tradição acadêmica do que Portugal. 

Um dos pré requisitos para participar do programa é o seguinte: "Ter sido classificado com nota do Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM - com no mínimo 600 pontos considerando os testes aplicados a partir de 2009", mais uma vez, não é preciso ser nenhum gênio para tirar nota superior a 600 no enem.

O que estou tentando dizer aqui é que o governo federal banca a ida de estudantes medíocres para países academicamente falando medíocres, sendo que, na maioria das vezes, os participantes só querem saber de farrear e postar fotos no facebook de seus passeios hiper descolados em terras estrangeiras. 

Um programa completamente inútil? Por que ninguém está falando sobre isso então? Tenho dois palpites, o primeiro é a já falada questão de ser algo relacionado ao âmbito da educação, que torna este programa chinfrim tão intocável de criticas como os concursos para docentes de faculdades públicas. O meu segundo palpite diz respeito ao fato de que os bilhões gastos no programa não sejam tão representativos assim dentro de um orçamento como o da União, mas deveriam, se não moralmente, pelo menos simbolicamente no sentido que tem alguém no governo preocupado em não queimar verba pública, seja por conta da crise, seja porque vivemos num país de infraestrutura precária - inclusive na área da educação.


Desempregado? Que tal se matricular numa faculdade para depois passar um ano no exterior sendo bancado pelo papai governo federal. - Clique na imagem para ser redirecionado para a página onde constam os benefícios concedidos pelo programa.


domingo, 8 de outubro de 2017

A patifaria de alguns Concursos para docentes de faculdades públicas



Algo não cheira bem no âmbito dos concursos para docentes em instituições de nível superior Brasil afora.

Os concursos para docência na área acadêmica de faculdades públicas talvez não estejam na nata dos certames públicos, mas sem duvidas tais cargos não são de se jogar fora, com salários iniciais que frequentemente beiram os 10.000R$.

Entretanto, a despeito dos salários chamativos, aliados a carga de trabalho baixa, além é claro do automático status de influente formador de opinião que um professor de faculdade pública detém, concursos para docência em área acadêmica estão entre os que eu mais fico com um pé atrás de participar por conta de fraudes. 

É certo que fraudes correspondem a um fantasma que assombra qualquer concurso, até das bancas mais renomadas, mas nos concursos para professores de faculdades a coisa é mais escancarada.

Não posso afirmar o quão comum este tipo de coisa é nestes concursos, mas é possível que aconteça, isso porque há deixas para tal, em primeiro lugar, são as próprias instituições de ensino superior que elaboram os certames, o que abre brechas para favorecimentos entre conhecidos.

O curioso é que a maioria da instituições de nível superior federais e estaduais, pelo mesmo aqui no RJ, sequer elaboram seus próprios vestibulares, utilizando a nota do ENEM para realizar a seleção de discentes. No mais, os concursos para técnicos administrativos também são realizados por instituições particulares, como a FGV, contratadas pelas instituições de nível superior, aí eu me pergunto porque os docentes não devem ser selecionados também por instituições que não as contratantes.

Alguns editais cometem o despautério de revelar os nomes dos docentes que irão compor a banca elaboradora da prova, geralmente professores da própria instituição, o que facilita o contato de ex-alunos com o mesmo, procurando por informações privilegiadas quanto ao concurso.


Um outro detalhe quase que particular sobre concursos para docência em universidades públicas diz respeito ao fato da grande quantia de pontos  que um candidato pode receber por conta de certificados de mestrado e doutorado, diplomas estes expedidos após conclusões de cursos cujas seleções também são infamemente reconhecidas pela máfia dos favorecimentos entre conhecidos nos meios acadêmicos.


Dito tudo isto, só nos cabe perguntar, por que não há maior regulamentação dos concursos públicos para docentes em faculdades públicas? Por que os concursos para docentes de nível superior são feitos  com tantas falhas de segurança quando comparados a absolutamente quaisquer outros concursos? Afinal os salários destes docentes não são nada magros além de pagos com dinheiro público, bem como seu poder de prestigio intelectual na sociedade e principalmente entre os discentes, o que pode ocasionar favorecimentos a determinadas ideologias.


E por fim, mas não menos importante, por que ninguém fala sobre isso?

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Lógica curricular: Setor Público vs Setor Privado


Desnecessário dizer, mas o farei mesmo assim, que a lógica de uma carreira profissional no setor público possui demasiadas peculiaridades não encontradas no setor privado.

Deste modo, se você pretender ter sucesso em sua jornada no setor público deve desde já adotar estratégias diversas daquelas utilizadas para se tornar um bom profissional no setor privado. Imagino que isso seja difícil para muitos leitores de "Carreira de concurseiro" que ainda não se libertaram das amarras do setor privado e portanto, acabam tendo que ficar reféns de uma lógica profissional que não se aplica ao setor público.

Amigo leitor, se você por um acaso pretende ser um bom profissional e construir uma carreira no setor privado, saiba que respeito isso, mas devo sublinhar que de minha perspectiva você está dançando a música errada. Fora se formar em medicina, a música que toca na sociedade brasileira de hoje e de ontem é única: trabalhar no setor público. Confesso que eu mesmo já fui um ingênuo sonhador, acreditava que o setor privado brasileiro se pautava na competitividade intelectual, ledo engano, sorte a minha que comecei a me interessar por concursos públicos la pelos meus 23 anos. Hoje tenho 25 e apesar de não estar bem, creio friamente que estou melhor do que estaria se tivesse tentado a sorte no setor privado.

E se um dia você quer ganhar um salário de marajá no setor público, deve seguir alguns preceitos de enriquecimento curricular um tanto divergentes do que seria adequado se sua opção fosse uma carreira de sucesso no setor privado brasileiro.

Vejamos um ponto chave para exemplificar o que quero dizer:

Formação acadêmica


Se sua cabeça ainda funciona na lógica de moldar um ótimo currículo profissional, deve achar que cursar determinado curso superior na Universidade Federal do Rio de Janeiro é melhor do que cursar o mesmo  curso numa uniesquina. Sim, eu sei, o curso da Uniesquina é pago, o da Federal não, mas vamos desconsiderar este fator por um instante. 

Qual a diferença na hora de fazer concurso público se o seu canudo é da Uniesquina ou da Federal? Nenhuma. Ao ler editais de concursos você encontrará redações como:

CARGO: Assessor de Comunicação Social 
REQUISITOS ESPECÍFICOS MÍNIMOS: Curso de Nível Superior em Comunicação Social
Ou seja, em nenhum momento os editais estabelecerão - até porque seriam inconstitucionais se o fizessem - que seu diploma tem de ser de uma faculdade federal.

No que tange a cursos de pós-graduação, mais uma vez, muitos editais, principalmente na área acadêmica, concedem pontos consideráveis a quem tem especialização, mestrado e doutorado. Independente do diploma ser de Uniesquina ou de Federal.

Após o concurso, já trabalhando, muitos cargos públicos concedem gratificações consideráveis a quem tem formação além daquela minima exigida para o cargo. Ou seja, se você tem doutorado e é assistente administrativo numa Universidade federal por exemplo, expandirá bastante o seu salário. Mais uma vez, fod*-se se o curso é federal ou uniesquineiro.

Eu mesmo tenho uma especialização em uma área que não me interessa, mas não há problema, somente quero o diploma para ganhar pontos em futuros concursos, bem como ganhar gratificações, já estando trabalhando. Ano que vem pretendo começar um mestrado em uma área que odeio pela mesma razão.

Se você ainda não iniciou um curso superior, mas pretende fazê-lo para aprimorar suas opções de concurseiro, recomendo dois caminhos possíveis:
  1. Cursar bacharelado em direito: Uma tecla que bati diversas vezes por aqui em "Carreira de concurseiro", afinal, direito é o curso onde encontramos as mais numerosas e algumas das melhores oportunidades em concursos públicos, além de ser uma das matérias mais basilares nos mesmos.
  2. Um curso tecnólogo: Tecnólogo em que? Tanto faz, faça o que for mais acessível pra você. Se não me engano alguns cursos tecnólogos em faculdades particulares não durão mais do que dois anos. Mas e se depois de formado não encontrar nada na área? Não há problema, em sua carreira de concurseiro você muitas vezes se deparará com cargos cuja exigência minima é algo como: "Curso de Nível Superior em qualquer área de formação". Trata-se de uma solução rápida pra você que ainda não tem nível superior mas já pretende fazer concursos para tal, que além de tudo são bem menos quantitativamente concorrido que os de nível fundamental e médio.
E quanto a educação básica: Devo estudar em escolar particular ou pública? 

Me deixem em paz! Eu tenho que ilustrar o post!
Bom, creio que muitos dos leitores deste texto já tenham passado pelo ens. fundamental e médio. Mas muitos tem ou virão a ter filhos, então eu recomendaria estudar em escola pública.

Os números do Enem ou de outros indicadores não mentem, a qualidade nas aulas nas escolas particulares é melhor, porém estudar escolas públicas tem uma vantagem, além da financeira é claro.

Afinal, se você quer seguir a lógica deste texto e cursar determinado curso superior em uma faculdade particular, que por alguma razão é mais acessível para você do que uma pública - é mais perto de sua casa, por exemplo. Saiba que o papai governo federal pode bancar sua formação, mas somente se você concluiu todo o ensino médio em escolar pública!

Além disso, do jeito que a coisa anda e com os malucos da esquerda dominando a cultura brasileira - Lula vem aí - não demora muito para ter estudado escola pública te proporcionar alguma cota em concurso público.

Ta, acho até que não há problemas em cursar o ens. fundamental em escolar particular.



Agora, o ensino médio? As aulas de uma escola pública são sim uma merd*, mas você tem internet para que? O adolescente de hoje pode acessar o xvideos estudar o que bem entender com um computador na mão. Não há nada que uma boa orientação parental com auxilio do Google na tarefa de educar não resolva. A menos que você/ seu filho seja um idiota, aí amigo, não tem nem Google nem escola particular que resolva.

P.S.: Ao longo de minha argumentação desconsiderei que em uma escola pública seu filho pode ter maior contato com elementos culturais degradantes - funk carioca - e más companhias, em contrapartida, nas escolas privadas pode ter contato com patricinhas e playboys, então, acho que fica tudo elas por elas, embora casos específicos devam ser analisados separadamente. 

☺

Aquila non capit muscas