Bom, este post aqui vai ser estilo Akira Toriyama, de modo que começo a redigi-lo sem saber exatamente o que por no papel. Só tenho o título e o tema geral em mente.
Sim, após anos parado sem jogar sério, eu fiz um concurso, sim, foi o Concurso Nacional Unificado, vulgo CNU para os mais íntimos, ou ENEM dos concursos para jornalistas de pouca criatividade.
A prova foi num domingo qualquer em agosto, tive que fazê-la numa cidade diferente da minha. Cheguei na véspera com calma, ainda sou pobre mas não tanto como era quando startei este blog, posso pagar um hotelzinho de categoria mínima e descansar pro grande dia ao invés de fazer um bate volta que tem potencial pra me deixar cansado antes mesmo do apito inicial da prova.
A cidade tinha praia, quem me conhece, sabe que gosto de praia, passei a tarde numa, cerveja sem álcool pra não correr o risco de acordar de ressaca.
Amanheceu o grande dia, tomei café com calma numa padaria perto do hotel e dali fui pro estádio (leia-se escola onde faria a prova). Gosto de ser um dos primeiros a chegar, mas administro audazmente o momento certo de entrar no prédio da escola onde ocorrerá o evento.
O movimento fora do prédio já era grande. Ali tem uma mistura de adversários, a maioria é bucha de canhão, mas vários são muito bons, a questão é que não sei quem é quem. Mas sempre ouço pessoal bater papo sobre esta vida de concursos. pessoalmente procura evitar puxar assuntos neste momento e quando alguém puxa comigo, não dou muita corda. Embora eu não seja assim no dia a dia, a questão é que ali, naquele instante pré prova, eu estou concentrando.
Confesso que eu estava estudando muito pra prova quando ela ocorreria em abril, quando ela foi adiada, parei de estudar. Então achei que apanharia feio.
Mas no momento da prova d a manhã, fiquei perplexo ao constatar o nível de facilidade, cheguei a olhar a capa da prova mais de uma vez para afirmar que eu estava com a prova em mãos e não teria recebido por engano uma prova para auxiliar de creche em Pindamonhangaba.
Mas a prova era aquela mesmo, ou estava muito fácil ou eu teria ficado muito bom em concursos após tantos anos. O certo seria que ela estava muito fácil.
Conferi o gabarito no dia seguinte, acertei 18/20. Consegui a proeza íncrivel de não gabaritar.
Fui almoçar, intervalo para o segundo tempo.
Começou o segundo tempo, outra provinha fácil, embora não tanto como a primeira. Aparentemente a CesgranRio é conhecida por fazer provas fáceis, o que é ruim, deixam a coisa toda ainda mais incerta com um monte de gente acertando quase tudo.
Acho que não chego a classificar, mas voltei pra casa com a auto estima nas nuvens após um belo desempenho.
Já fiz concurso de todas as bancas principais: FGV, Cesgranrio, CESPE, ESAF (que acho que hoje em dia não faz mais concursos)... acho que das principais só nunca fiz da FCC e Vunesp, e acho que nunca fiz dessas bancas "menores" (Quadrix, etc.).
ResponderExcluirA FGV faz provas muito difíceis, com cobrança exagerada em alguns pontos, textos enormes nas alternativas (a banca tenta te vencer também pelo cansaço). Um concurso da FGV é daqueles que você sai com dor de cabeça da prova. É tão difícil que se você tirar um 7 há uma alta chance de ter passado.
A Cesgranrio faz provas mais fáceis, mas tem o perigo de qualquer erro custar muito caro.
A CESPE faz provas maliciosas, acho até difícil explicar, mas parece que tem mesmo uma maldade nas questões.
A ESAF é a que fazia as melhores provas, na minha opinião. A cobrança me parecia ser mais justa e não havia muita malícia.
Como você foi no CNU?
Fui muito bem, Mago, a prova da Cesgranrio é bastante fácil.
Excluir