sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Vou tirar o Carnaval pra descansar

Post rápido e rasteiro

Bom, acho que isso significa envelhecer... estou me avizinhando da casa dos 30 e uma semana regada a bebedeira e ouvir música ruim em meio a um amontoado de gente suada se acotovelando já não me parece algo tentador. Rs. Talvez nunca tenha sido...

Quando era um jovem ingenuo, a não muitos anos atrás, a oferta de conhecer uma mulher interessante numa dessas me enchia os olhos, mas eu não sou um cara atraente e neste tipo de terreno perco muitos pontos no radar do sexo oposto. 

Se o objetivo é cruzar - perdoem o palavreado chulo, mas foi um dia longo no trabalho e melhores palavras me fogem no momento (rs) - existem outros cenários nos quais sou mais efetivo.

Me restaria beber como um louco, mas me comprometi a me afastar da bebedeira em 2020 e até aqui tenho conseguido.

A semana de carnaval é livre la na minha repartição, vou tirar o período como uma mini férias, pretendo ler bastante, assistir muitos filmes, descansar na rede a tarde inteira e quem sabe criar novos posts aqui - e que sejam melhores que este mini post mediocre.

Além de tudo, o edital para o Senado se aproxima, quem sabe animo de dar o pontapé inicial nos estudos.

💙

domingo, 16 de fevereiro de 2020

A meritocracia no setor público não funciona a contento

Tá, de forma geral o processo para se entrar no serviço público no Brasil é meritocrático. Há algumas exceções, já discutidas aqui no blog, mas no geral, podemos dizer que alguns dos mais bem preparados conseguem passar na peneira do concurso por meio de uma prova que friamente analisa os mais capacitados.

Nesse sentido, acho bastante razoável afirmar que o processo para se adentrar no setor público dá - de modo geral - um verdadeiro banho na iniciativa privada.

Mas infelizmente, o concurso público acaba sendo o alfa e o ômega da meritocracia na administração pública.

Isso porque, muitas vezes, comissionados não concursados e completamente inaptos tomam vagas em repartições públicas, sendo delegados inclusive para chefiar os servidores mais técnicos e geralmente mais bem preparados que são os efetivos aprovados via concurso.

O sistema de progressões salariais geralmente também não é perfeito. Isso porque servidores, por mais horríveis que sejam, tem os seus salários automaticamente aumentados em x anos em diversos cargos públicos Brasil afora. 

Mas aí estamos pisando em ovos e o assunto é mais delicado do que parece, ora, o óbvio pode parasitar nossa mente e nós fazer chegar a conclusão que basta fazer que tais progressões não sejam automáticas, mas sim por merecimento, até aí tudo bem, meritocracia a todo vapor, faz bem para todos. 





O problema é que no serviço público o servidor é refém da maré politica, e ainda que seja muito bom tecnicamente, pode ser prejudicado por questões de politicagem. 

Aí entramos num problema que talvez seja cultural do Brasil, que é o favorecimento de quem faz o jogo politiqueiro - que também ocorre em empresas privadas - em detrimento de profissionais de perfil friamente técnico, completamente indispostos a brincar de politico.

Enfim, um assunto extenso, voltemos a ele em outras ocasiões. 



domingo, 9 de fevereiro de 2020

Porque não faz sentido comparar a média salarial do setor público com a do setor privado




Vou pontuar aqui uma questão que creio ser bastante pertinente e qualquer dia retorno com mais calma para elaborar melhor.

Pois bem... de modo bastante resumido, como escrevi em outro comentário aqui no blog:

NÃO faz sentido comparar o salário dos servidores públicos com o salário médio da iniciativa privada, isso porque o servidor público não é um servidor de qualidade média, faria mais sentido, portanto, comparar com a nata do serviço privado.

Bem explicado para quem quiser entender.

Escrevo isso porque é muito comum encontrar na net noticias do tipo: 



Há quem compartilhe esse tipo de chamada buscando advogar contra a discrepância paga nos dois setores. Se o objetivo é criticar os super salários - com os quais eu também não concordo - o caminho acaba sendo outro.

E como vai a demanda por legislações que inibam a nomeação de comissionados? Tais indivíduos recebem altos salários que na maioria das vezes são meros cabides de emprego, uma PEC inibindo o percentual ou mesmo extinguindo tais cargos resolveria o problema... Mas e aí, como ficam os Queiroz da vida? Vamos delegar esta questão dos comissionados ou vocês só querem atacar os profissionais mais técnicos so setor público? Desse jeito eu tô achando que isso é mais invejinha de servidor do que real preocupação com as contas.

Escutou Guedes?




Moedas comemorativas de 1 real: como é difícil conseguir uma dessas!

Estava olhando um post que o companheiro Diário de um Poupador fez há uns anos sobre moedas de real que podem valer mais que o valor de face por diversas questões, uma dessas questões é se a moeda é comemorativa. 

Pessoalmente sou um entusiasta da numismática e muito me empolga ver que o Bacen tem lançado mais moedas comemorativas nos últimos anos. Inclusive ano passado, quando lançou o seguinte belo exemplar comemorativo de 25 anos do Real:


Hora da História: Mês retrasado consegui um destes, estava um tanto alcoolizado num boteco de madrugada - nessa época eu ainda bebia - mas notei que havia pego a moeda - eu sempre confiro as moedas de um real - até comentei com o barman na hora e posteriormente guardei a moeda cuidadosamente no bolso de minha camisa. Fui para a casa de minha mãe - geralmente durmo la aos fins de semana - e coloquei a moeda sobre uma mesa no meu quarto. No dia seguinte, antes de voltar para casa fui procurar pela mesma e para meu desespero descobri que ela havia sumido! Minha mãe havia utilizado para completar o preço de sei la o que. 

O episódio sem dúvida me mostrou que a minoria das pessoas parece ser completamente desinteressada no assunto, olha apenas as características gerais da moeda sem perder tempo em procurar ver o que está estampado nela...

Enfim, gosto de guardar essas moedas comemorativas, mas aparentemente não sou o único, isso porque é dificílimo encontrar uma dando sopa por aí, ainda mais em bom estado de conservação. 

Sei que países como o Reino Unido lançam moedas comemorativas com frequência e parece que o Brasil já entrou na onda - também não é legal que todo ano hajam diversas moedas diferentes, senão perde a graça.

No mais, olha estes exemplos de moedas comemorativas do Reino Unido que circulam normalmente por la - de forma similar as nossas comemorativas de 1 real das Olimpíadas e afins:

Moeda que comora o icônico personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle no final do séc. XIX. Ao lado do busto de Holmes há alguns títulos de contos do detetive.






sábado, 8 de fevereiro de 2020

Paulo Guedes compara funcionário público a parasita

Bom, quando essa noticia saiu eu não pude dar muita atenção, pois estava trabalhando. Mas hoje resolvi dar uma googleada no assunto, porque não dava para deixar passar em branco aqui em "Carreira de concurseiro".

A primeira coisa que levo em conta ao ler algo assim é ir além das manchetes, ir a fonte da fala sempre que possível, afinal vivemos em uma Era de polarização politica extrema e discursos são mutilados para se ganhar cliques e produzir discussões rasas no Facebook.

Pois bem.

A minha pesquisa nesta manhã de Sábado por palavras chave relacionadas ao tópico resulta nos seguintes destaques:



O site da IstoÉ Dinheiro, publicação especializada em Economia, é direto, diz que "Guedes chama funcionários públicos de 'parasitas'". Já o popular G1 parece surpreendentemente mais cauteloso no teor da chamada: "Paulo Guedes compara funcionário público a 'parasita' ao defender reforma administrativa".

Ao clicar no link da IstoÉ, descobri que a matéria era baseada na do G1, então me direcionei para la.

Na matéria de G1, há um video do Ministro defendendo seu ponto, não resta duvidas, as palavras de Gudes foram exatamente estas.

Entre outras questões, o Sr. Guedes menciona:

"O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático. (...) Nos Estados Unidos ficam quatro, cinco anos sem dar reajuste e quando dá todo mundo fica 'oh, muito obrigado'. Aqui o cara é obrigado a dar [reajuste] porque está carimbado e ainda leva xingamento, ovo, não pode andar de avião".

Num primeiro momento, fiquei bem irritado ao ler que Guedes havia feito um generalização extremamente burra ao chamar todo e qualquer servidor de parasita.

Vai me procurar a noite, exausto, pós trabalho pra ver se você ta lidando com parasita, filho da puta. 

Queridos, NÃO dá para comparar a média salarial do servidor público com cargos análogos na iniciativa privada. Os servidores públicos passaram por uma peneira seletiva e se mostram, de modo geral, profissionais do mais alto nível, sendo bastante lógico que ganhem um bom salário pelo que entregam a sociedade. Então NÃO são profissionais medíocres, sendo assim não é lógico compará-los com a média de outro setor!

Os arquétipos servidores parasitas existem? Evidentemente que sim, mas não são a regra. O problema maior costuma ser encontrado em servidores comissionados, agentes politicos e servidores não concursados dinossauros do pré 88, nestes nichos sim, o arquétipo de parasita é a regra e o bom profissionalismo exceção. 

Pergunta, se estão realmente preocupados com qualidade e responsabilidade fiscal na folha de pagamentos do servidor público, por que demônios os oportunistas como Rodrigo Maia e Paulo Guedes NÃO delegam o cerne do problema dos cabides comissionados?????

Por que, também, não propõem algo a nível federal para inibir que vereadores analfabetos funcionais ganhem salários de marajá em pequenos municípios deficitários, porque o único limite salarial imposto na CF atualmente é baseado em uma alta porcentagem dos salários de deps. estaduais das respectivas assembleias - vide CF, o referido limite varia de acordo com a população do município. 

Mas cabe ressaltar que o Sr. Guedes foi ponderado, e ao divulgar a nota mencionada no video, reconheceu a boa qualidade profissional dos quadros públicos. 

Quem quer que seja contra qualidade de profissionais no setor público, não é um liberal, um liberal quer que a máquina funcione com eficiência, portanto contrata de forma técnica - via concurso público - e procura preservar bons profissionais no quadro. Raivinha contra todo e qualquer servidor público é coisa de anarquista. 

Lembrando que o Sr. Guedes não me parece exatamente um liberal ao propor os tais impostos do pecado, nem vou entrar no mérito aqui se concordo ou não.

Enfim, por enquanto é isso. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

A classe privilegiada que aposenta mais cedo

A emenda constitucional 103 me dá um nó na cabeça em diversos pontos, concordo com alguns, discordo de outros.

Interessante notar que através dela, a partir de Março de 2020 a alíquota previdenciária de alguns servidores da União pode chegar a até 22%! Aparentemente o lobby dos servidores federais não foi forte o suficiente para segurar este dispositivo trator que deve ter atropelado o orçamento de muito marajá por aí. 

Mas há um outro lobby que surpreendentemente se mostrou intocável na reforma previdenciária: o dos professores.

Isso porque, os mencionados profissionais da educação mantiveram o privilégio inexplicável de se aposentar cinco anos mais cedo!

Isso mesmo, pedreiros, garis, lixeiros, blogueiros precisam trabalhar meia década a mais que os mestres professores. Isso porque essa classe profissional parece ser miticamente alçada ao patamar de mártir no senso comum  do imaginário tupiniquim, da mesma forma que se generaliza dizer que todos os políticos são corruptos.

Não dá pra entender.




sábado, 1 de fevereiro de 2020

Épico do Concurseiro: Infância e adolescência de um concurseiro

Vou relatar minha vida desde pequeno até os dias atuais, trata-se de um grande projeto sem cronograma nem nada planejado, apenas vou escrevendo, pouco a pouco, uma biografia resumida de minha vida até aqui. 

Evidentemente que não é uma autobiografia rica nem nada, procurando relatar pormenores e eventos importantes, relatarei apenas aquilo que for mais essencial para entender como se construiu um concurseiro. 



Anos 1997-2000

Neste período eu tinha entre 6 e 9 anos, cursava escola pública em um município de interior, morava numa casa afastada da sede do município, com meus pais e meu irmão um ano mais velho.

Naquela época eu já havia ouvido falar, mas não saberia conceituar exatamente o quê é a internet ou sequer imaginar toda a grandeza que ela gradativamente representaria em minha vida - e na de do todo mundo - nos anos seguintes.

Idade das trevas sem internet? Para um nerd apaixonado por conhecimento, talvez, mas felizmente, morei numa casa onde haviam sempre muitos livros, fora todos os quadrinhos que minha mãe comprava para mim.

Deste modo, desde pequeno eu já era acima da média em duas questões essenciais: nível de leitura e de cultura muito elevados.

Meu pai sempre alugava fitas de Vhs para ver filmes nos finais de semana, já em 2000 passou a assinar Sky, disponibilizando canais como Telecine e Cartoon para que eu absorvesse ainda mais conteúdo de mídia.

Eu tinha um videogame e fitas de games eram baratas, fora as que eu alugava aos fins de semana, me forcei a ser um gamer muito bom para conseguir zerar os games em apenas um fim de semana. 

Foi assim também com máquinas de fliperama, especialmente pinballs, me forcei a jogar muito bem para fazer as fichas renderem (rs).

Resumindo, nascia assim um nerd incurável. A receita estava toda ali. Aquele menino era um protótipo do adulto que sou hoje em pelo menos um aspecto.

Apesar da influência de minha querida mãe na busca por sempre querer insaciável conhecimento, destaco também a participação um pouco menor de  meu pai. Explico, quando eu, um garoto de 6-9 anos desconhecia determinado assunto, o mesmo ao invés de tentar entender que crianças não podem saber de tudo, simplesmente ria na minha cara e me zoava, não fazia por mal, sem dúvidas, mas desde cedo coloquei na mente que a ignorância é algo ruim.

Anos 2000-2003

Neste período, morei em cidades de maior porte, prossegui com meu estilo de vida anterior. Tentava jogar bola, mas nunca era um de meus interesses principais. Nunca fui de acompanhar futebol, alias, embora tenha praticado o esporte durante grande parte de minha vida, não conseguia me entreter assistindo jogos na TV.

Não saia muito de casa, minha mãe não considerava as cidades que moramos seguras. Meus amigos eram todos da escola e acredito ter sido nesta época que desenvolvi outro traço marcante de meu eu adulto: senso de humor. Acho que começou quando eu via os personagens de filmes que eram mais engraçados, pareciam ser mais carismáticos e decidi que seria alguém análogo a eles. Posteriormente, é claro, descobri uma voz própria, mas naquela época era compreensível que eu me deixasse influenciar por personagens mal escritos de filmes e séries.

Mas aqui aconteceu algo fundamental de minha proto carreira de concurseiro e a influência de minha mãe mais uma vez entrou em cena: ela falava muito sobre concursos e como eram boas pedidas para uma carreira de sucesso - queria eu ter ouvido com mais atenção e mais cedo -. Comprava muito o jornal especializado em concursos, o Folha dirigida. O detalhe que este jornal trazia sempre testes para concurseiros, os quais, sem ter muito o que fazer em casa, eram uma opção de entretenimento de serem realizados.

O meu espirito competitivo da época também me levou a ler mais sobre concursos no referido jornal.

Anos 2004-2005

Estava terminando o ens. fundamental neste período, o bulling já havia sido uma constante em algumas escolas em que eu havia estudado anteriormente, mas neste biênio em tela, a coisa se acentuou consideravelmente.

Olhando para o passado, noto como aqueles meus bullies eram pessoas desprezíveis e muitas vezes me zoavam por questões irrelevantes ou mesmo eu estando certo. Lembro com carinho entretanto de bons colegas de escola que tive no período, há quem diga que crianças podem ser tão más, elas podem ser muito boas também, e é disso que eu prefiro me lembrar.


Anos 2006-2008

Meus anos de ens. médio, no âmbito escolar, é aqui que o bicho pega, nos meus dois primeiros anos de ens. médio eu era humilhado quase que diariamente. Faltava muito e me tornei um figura depressiva e patética. A minha preocupação na escola não era nem os estudos, era me esconder, malditos bullies! Tiraram anos de minha vida, tiraram tanto de mim, tiraram tempo no qual eu poderia estar estudando mas estava depressivo chorando. Canalhas! Mas hoje em dia eu não me importo mais, não me interessa mais o que estejam fazendo, isso já ficou no passado, raiva não me leva a nada. Se bem que, escrevendo isso, me deu a ideia de fazer um levantamento no Facebook e ver como estão hoje em dia, material para mais posts.

Foi somente em 2008 que minha família finalmente adquiriu o computador, aí eu finalmente consegui uma fonte quase que infinita de entretenimento e informação - nos primeiros anos, bem mais de entretenimento do que de informação, tendo em vista que eu desperdiçava o potencial daquela ferramenta maravilhosa e fantástica. Não vendam o que temos aqui e agora por pouco, por um sentimento nostálgico barato, a internet é algo muitíssimo positivo nas nossas vidas. 

O ano de 2008 foi mais tranquilo, eu mudei de escola e fechei o ensino médio com dignidade, não sofria bulling e nem faltava aula.

Mas o estrago já estava feito, perdi o interesse pelos estudos e ia à escola somente para bater papo com os colegas, além disso eu era bastante arrogante nesta época, achava que por ser inteligente e por ter um nível de cultura elevado, não precisaria fazer mais nada, ledo engano.

Mas isso fica para a parte II.




Aquila non capit muscas