domingo, 8 de julho de 2018

Cespe: PF, IPHAN e CACD

Infelizmente acabou que eu não fui fazer o concurso para o TRT e acabou que desde no ano passado somente prestei um concurso público para a prefeitura de Itaocara, interior do RJ. Mas o salário é mais baixo do que eu ganho atualmente então somente fiz tal certame como forma de treino. Pontuei muito bem - era uma prova bastante fácil - e cheguei a constatação que está na hora de subir de nível.

A Cespe/ Cebraspe está com três certames abertos atualmente:

- Polícia Federal
- IPHAN
- Concurso de admissão à carreira de Diplomata

Tenho estudado algumas matérias básicas e posso afirmar que, das bancas que conheço, a Cespe é a mais difícil.

De qualquer forma pretendo me inscrever em pelo menos em um dos três certames citados acima.

O formato de prova da PF, por exemplo, é aquele já conhecido padrão cespe de apenas duas alternativas: Certo ou Errado, como indicado no trecho do edital a seguir:



50% de chance de acertar um chute, até que não parece tão mal, não é mesmo? Não se engane, as provas de nível superior da Cespe são extremamente difíceis, de modo que é mais fácil chutar numa questão de cinco opções de uma FGV da vida do que com apenas duas opções na Cespe. 

Além disso o acerto de uma questão correta anula uma certa, o que sem duvida faz com que não seja vantajoso chutar irresponsavelmente marcando o gabarito d aprova como se marca bilhetes de loteria.

Quanto ao IPHAN e ao CACD, as provas provavelmente ocorrerão no mesmo dia. O salário para o IPHAN é o menos chamativo dos três, portanto possivelmente deixará de atrair muitos candidatos de alto nível - mas não todos, claro.


Fechando o blog?

Ando bastante desanimado em escrever este blog, tendo em vista que ele simplesmente não dá lucro, o que me desmotiva bastante. O tempo que dedico aqui poderia ser mais bem aplicado em uma atividade mais lucrativa.

Ainda assim acrescentei a interrogação porque posso resolver escrever qualquer coisa aqui vez ou outra. Então muito possivelmente não estou fazendo um fechamento definitivo. De qualquer forma gostaria de deixar registrado que longos hiatos de postagens poderão vir e eu talvez não responda comentários imediatamente.

Abraços a todos os leitores e bons estudos! Rumo a armadura de ouro!


sábado, 16 de junho de 2018

A era dos memes e a infantilização da opinião pública


As charges correspondem a uma importante ferramenta de crítica política calcada no humor. Suas origens remontam a Europa do século XVIII - a imagem que abre o texto é do início do século XIX. 

Geralmente são pautadas numa mensagem rápida, expressa em um desenho que, na maioria das vezes, exige um conhecimento prévio do expectador para serem totalmente compreendidas.

Sem dúvidas são uma ferramenta de crítica importante, não obstante marcam presença garantida em qualquer jornal que você comprar, há espaços dedicados às mesmas. Agora imagine que você resolva comprar um jornal e ao invés de encontrar todo o conteúdo esperado você se depare apenas com charges. Situação difícil de imaginar, não é mesmo? Charges sozinhas não possuem muita utilidade.

Um jornal formado integralmente por charges seria portanto uma situação absurda, entretanto, não é algo assim que vemos na Era das redes sociais? Memes politicos aliados a muitos fake news não proliferam neste referido meio ofuscando um debate mais profundo?

Não me levem a mal, eu não desgosto de memes, assim como as charges eles podem ser adaptados como ferramenta de crítica. O problema é quando dominam o debate, infantilizando questionamentos importantes relacionados a política, a sociedade, a economia etc.

Bem vindo a Era dos memes, aqui o debate é nivelado por baixo, respostas simples são dadas a problemas complexos e a dialética é construída por meio da troca de memes.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Recomendação de documentário: I Want Your Money (2010)

Essa dica vai para os liberais de plantão.

Sem titulo no Brasil, o documentário de 2010 intitulado "I Want Your Money" traça um paralelo entre dois modelos de gestão governamental necessariamente antagônicos, um demarcado pelo alto intervencionismo e paternalismo estatal e consequentemente necessidade de altos impostos, o outro, melhor desenvolvido durante a passagem de Ronald Reagan pela Casa Branca (1981-1988) o qual é demarcado pela diminuição do tamanho do Estado e consequentemente diminuição dos tributos cobrados.


Assisti o filme inteiro no site vimeo através deste link (está com áudio original em inglês, sem legendas).

Um dos pontos fortes do documentário é um rápido apanhado geral da História das politicas econômicas perpetradas por diferentes gestões no governo federal, começando pela gestão de Frank Delano Roosevelt, na década de 1930.

Essa é a função da História, nos ensinar o que deu errado e o que deu certo para não cairmos nos mesmos erros. O modelo de gestão de Reagan sem dúvidas faria muito bem ao estado brasileiro, mas precisaríamos de uma verdadeira revolução para implementá-lo por aqui.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Bolsonaro e Trump não falam polissílabos

O título é uma provocação, é claro que os referidos politicos utilizam palavras polissílabas.

Pois bem...

Claro que o Brasil não é os Estados Unidos, mas há muitos pontos em comum nos dois países: ambos são nações de extensões geográficas continentais e possuem ampla população, bem como possuem sistema educacional bastante falho, o que pode favorecer a ascensão de abitolados no âmbito politico.

Nesse ponto é interessante comparar o improvável presidente eleitos dos EUA, Donald Trump com o mais provável candidato a assumir a presidência brasileira em 2019, Jair Bolsonaro.

Vejamos o que diz o abstract de um estudo a respeito dos discursos trumpistas:

A análise revelou que um nível de educação de quarta a quinta série (de 9 a 11 anos) é necessário para entender a linguagem de Trump. No total, 10 entrevistas adicionais e debates de outros candidatos nas eleições presidenciais de 2016, tanto do Partido Republicano quanto do Partido Democrata, foram analisados, usando as mesmas fórmulas de legibilidade, a fim de lançar luz adicional sobre os resultados de Trump. Esta análise mostrou que a pontuação média de todos os outros candidatos estava em um nível do nono ano (14 a 15 anos de idade). Além disso, o estudo revela que as sentenças e palavras de Trump eram significativamente mais curtas e menos complexas do que as de qualquer outro candidato. Este estudo sugere que Trump usa baixa legibilidade e simplicidade de linguagem como uma estratégia retórica para ganhar popularidade, de acordo com a tendência do anti-intelectualismo.

Pois bem, anti-intelectualismo é um conceito chave nos dois cenários aqui analisados - Trump e Bolsonaro - segundo a Wikipedia:

Anti-intelectualismo descreve um sentimento de hostilidade em relação a, ou suspeição de, intelectuais e seus objetos de pesquisa. Isto pode ser expresso de várias formas, tais como ataques aos méritos da ciência, educação, arte ou literatura.

Outro autor  é bastante elucidativo sobre o estilo do discurso trumpista:

Talvez a ferramenta mais poderosa usada por Donald Trump seja a simplicidade. Ele usa palavras comuns, frases simples e argumentos lógicos básicos.



E o Bolsonaro? Bom creio ser bastante possível fazer um paralelo sobre o discurso de Bolsonaro e o de Trump, ainda que no meu entendimento a simplicidade de Bolsonaro seja majoritariamente acidental, enquanto a de Trump é proposital, nas palavras do próprio argumentando a respeito:
“Eu estou dizendo a você, eu costumava usar o termo 'incompetente', agora eu uso 'estúpido'. Eu frequentei uma Universidade da Ivy League. Eu sou altamente educado. Eu conheço palavras. Eu tenho as melhores palavras. Mas não há palavra melhor do que 'estúpido'. Certo? Não há nenhuma! Não há nenhuma!"
Com esse tipo de simplicidade Trump e Bolsonaro falam à grande massa da população e são alçados a posição de destaque no respectivo cenário politico. 

Vejamos a simplicidade de Bolsonaro em ação em um video curto:


Notem a fala lenta e repleta de termos simples, em muitos momentos expressões são expostas de modo "solto" no discurso.

Mas... o que eu sei, essa é uma simples observação de minha parte, você pode ou não concordar com minha análise.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Eleições 2018: Maia, Manuela, Rabello e Geraldo


Hoje o "Correio Brasiliense" exibiu através de seu site, sabatinas com 11 pré-candidatos a presidência. Assisti algumas delas, vejo entrevista até de candidatos que odeio para entender suas posições.

Algumas ponderações sobre entrevistas que eu tive tempo de assistir:


Rodrigo Maia


“Nós não podemos aceitar que a Câmara dos Deputados se transforme num cartório carimbador de opiniões de parte da sociedade,(...). Nós aqui não somos obrigados a aprovar tudo que chega a este Plenário.”

- Rodrigo Maia para "O Globo" — 2 de agosto de 2017

Possivelmente o pior candidato. Se o pai desse cara não fosse cacique politico, sem dúvidas um incompetente como este nunca chegaria a presidência do Poder Legislativo Federal. Isso é Brasil.

Me chamou a atenção um trecho da entrevista em que o mesmo menciona algo como a Petrobrás não deve atender somente aos interesses dos acionistas da Estatal - até 49% das ações -, mas atender a sociedade como um todo - algo assim, não me lembro exatamente as palavras nem tenho estomago para rever o Maia falando, já tive minha dose de idiotice por um dia. Ora, se a politica de preços prejudicar o lucro dessa sociedade de economia mista - da qual o Estado (Nós) é dono de pelo menos 51% das ações - quem sai perdendo é a sociedade como um todo, que perde verba que poderia ir para outras areas. Desnecessário dizer que os mais prejudicados nessa brincadeira serão justamente os mais pobres, os quais o Estado tenta desastrosamente ajudar.

O engraçado é que instantes depois de nos brindar com essa bobagem  o camarada vem e diz ser "liberal", com certeza alguém da assessoria dele o fez falar isso para ganhar uns votinhos, parece que se dizer liberal hoje em dia está na moda, mas na prática politicos profissionais como Maia continuam mamando nas tetas estatais.

Manuela D'Avila


Outra candidata desastrosa, como se não bastasse ser filiada ao PC do B. Pode parecer argumentum ad hominem de minha parte, mas tenho que dizer, pesquisei a biografia da mesma impulsionado pelo fato dela aparentar ser bastante nova (36 anos), então resolvi procurar pelo currículo dela. Não deu outra, alguns pontos chave segundo a Wikipedia:

Manuela Pinto Vieira d'Ávila nasceu em Porto Alegre em 18 de agosto de 1981.[1] É filha da juíza Ana Lúcia e do engenheiro Alfredo d'Ávila.
É formada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Nas eleições municipais de 2004, foi eleita vereadora de Porto Alegre com 9 498 votos, ou 1,19% dos votos válidos, tornando-se a vereadora mais jovem da história do município [de Porto Alegre].

Após foi Dep. Federal.

Moral da História, Manuela não possui experiência profissional com absolutamente nada a não ser com o carreirismo politico. Nascida em berço de ouro, como todo bom e velho comunista.

Surpreendentemente ficou em segundo lugar na eleição para o executivo de Porto Alegre no ano de 2012. Os porto alegrenses deviam estar bêbados quando a colocaram com medalha de prata, ainda que muito atrás do primeiro colocado, me lembrou o caso do Freixo aqui no Rio, que foi massacrado pelos Paes quando disputou a prefeitura anos atrás.

Paulo Rabello de Castro


Candidato bastante apagado, filiado ao PSC. Não o conhecia, foi presidente do IBGE e do BNDES. Só gostaria de destacar que tive uma agradável surpresa com ele, parece um homem competente com algumas ideias interessantes, vale a pena saber mais sobre o mesmo, embora sequer tenha sido incluído nas ultimas pesquisas eleitorais. 

Discípulo de Roberto Campos, espero que não desista da corrida presidencial por conta dos maus resultados nas pesquisas, aparenta ser um ótimo candidato.

Geraldo Alckmin


Não muito a falar sobre este aqui, velho conhecido do eleitorado e possivelmente um dos candidatos mais facilmente reconhecidos desta corrida eleitoral, razão pela qual detém certa vantagem sobre alguns candidatos realmente bons. Essencialmente a caricatura de um demagogo. 



Resumo da Ópera, é dada a largada eleitoral, concurseiros e concursados, vamos acompanhar de perto, afinal o Estado é nosso patrão e é diretamente interessante para nós que ele seja bem gerido e que prospere bastante. 

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Imprensa de massas, redes sociais e a cobertura da "greve" dos caminhoneiros

O quarto poder na cobertura da "greve" dos caminhoneiros

Não é novidade para ninguém que a mídia de massas fora muito criticada pelos apoiadores do movimento dos caminhoneiros, isso porque a cobertura que a grande mídia, seja ela imprensa ou televisiva, possuía certa tendencia contrária ao movimento, centralizando sua oposição no argumento que a sociedade seria muito prejudicada pela falta de abastecimento e posteriormente - após o governo atender a demandas corporativistas dos caminhoneiros - a critica voltou-se para o fato que tal atendimento aos interesses particulares destes profissionais prejudicaria a sociedade como um todo, afinal o tesouro seria prejudicado e  o pagamento sairia, é claro do nosso bolso.

Esse é o resumo da Ópera até aqui.

Devo dizer que concordo com estes dois pontos elencados pelos veículos de imprensa, o que está coerente com meu pensamento e quem acompanha o "Carreira de Concurseiro" já conhece minha posição politica.

Acho que a paralisação faria muito mais sentido e teria o apoio de absolutamente todos, inclusive meu e da própria imprensa de massas se a pauta do movimento fosse mais abrangente, por exemplo, exigindo o corte de privilégios dos politicos e marajás do alto escalão dos três poderes. Claro que a briga seria maior e a greve estaria bem longe de acabar, mais o apoio seria quase que irrestrito e inclusive a população poderia se juntar em grande parte ao movimento.

A população, em contrapartida, apoiou fortemente a greve entendendo que teria benefícios financeiros a curto prazo - baixa no preço do combustível - sem entender - ou querer entender - que a Petrobrás e todos nós sairíamos prejudicados após está concessão. 

A imprensa criticou porque os repórteres, articulistas, editores etc. sabiam que o resultado seria esse, sabiam que eles mesmos seriam prejudicados, o governo poderia atender as demandas, mas jamais cortaria na própria carne, e caberia a sociedade cobrir o rombo.

Bom, depois desta semana, acho que os amigos esquerdistas vão 
ter que achar outra pessoa para "xingar" de "neoliberal

A inegável proliferação de Fake News nas redes sociais

Ao passo que os apoiadores do movimento criticaram duramente a cobertura feita pelos grandes veículos de comunicação, pude notar uma certa sacralização daquela informação perpassada de forma, digamos, amadora, nas redes sociais, sem checagem de fontes, pesquisa ou mesmo mero bom senso mesmo, na hora de compartilhar determinada informação ao toque de um botão.

Muitas vezes tenho a impressão que a pessoa possui ciência que a informação é falsa, mas, compartilha mesmo assim, eu sei la por qual razão.

Tomemos por exemplo o seguinte caso muito divulgado nas redes sociais:


Ao me deparar com uma informação destas eu tenho duas opções: pesquisar e confirmar ou sair divulgando por aí sem questionar qualquer aspecto da informação.

A imagem é por certo impressionante, mas uma breve pesquisa nos mostra que na verdade é a um frame retirado da filmagem de um engarrafamento gigantesco na China, como essa reportagem do britânico The Thelegraph indica.

Ou isso ou curiosamente tem muito asiático na Alemanha.

Em resumo, não consigo entender a critica a possíveis manipulações nos grandes jornais, quando nas redes sociais o fake news é descarado e ninguém demonstra se importar muito.


Os estatistas ainda tem mais força e palavra final.

Por fim um breve comentário sobre o fato de que, apesar de minha empolgação, uma das coisas que este evento mostrou é que os entusiastas de um Estado mais ineficiente e menos custoso ainda parecem poucos.

Sobre essa questão, recomendo a leitura deste artigo.

Pedro Parente: O ocaso de um liberal em terras de estatistas.
Acho que desta semana ele não passa no comando da Petrobrás.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Por que pessoas inteligentes muitas vezes falham?

Muitas pessoas de sucesso são bastante inteligentes.

Mas... Muitas pessoas inteligentes nunca atingem o sucesso.

Por que não?

Não é o tipo de pergunta que podemos responder com um mero sim ou não, mas eu tenho algumas teorias a respeito do tópico:

Elementos inerentes ao próprio individuo 

Preguiça - Talvez este seja o arqui-inimigo do inteligente e o pior de tudo é que muitas vezes é um inimigo não reconhecido. De modo que pessoas inteligentes tendem a ser preguiçosas, como possuem facilidade na escola, por exemplo, não tem a possibilidade durante a adolescência/ infância de aprender a se esforçar, o que pode ser prejudicial na vida adulta. De modo que um idiota esforçado pode muitas vezes superar um inteligente preguiçoso, por exemplo, se você é inteligente mas presta um concurso sem estudar corre o risco de ser superado por pessoas com habilidades cognitivas limitadas que estudaram para o certame, principalmente e claro na parte mais conteudista da prova, o detalhe é que o inteligente pode se dar bem com bem menos tempo de estudo, mas sua preguiça o impede.

Esperando reconhecimento e respeito


Na escola, as pessoas inteligentes recebem muitos elogios pelo quão bons e espertos elas são. Na realidade, ninguém dá a mínima para suas notas. Você é pago pelo que faz e pelo valor do que produz. Se seu amigo idiota é - por exemplo - advogado formado em uniesquina, enquanto você é digamos... Professor de educação básica, então seu amigo idiota possivelmente vai ganhar mais do que você, porque o diploma e emprego dele são melhores, ainda que ele seja um idiota e você seja inteligente.

Obter uma nota boa em um teste escolar não melhora a vida de ninguém e a sociedade não te dará nada so porque você é inteligente, raramente alguém até poderá cumprimentar pela inteligência, masss, convenhamos, massagem no ego não paga as contas e se bobear é muito mais fácil ser cumprimentado por coisas fúteis como altura ou pegar mulher do que por ser inteligente.

Não percepção da própria inteligência - pessoas inteligentes são cientes de seu potencial? Do que podem alcançar aplicando sua capacidade? As vezes, mas não sempre. Vide o que eu escrevi no posto sobre o efeito Dunning Krueger.


Elementos sócio-culturais

Sistema educacional falho - Moramos em uma país onde o sistema educacional falha com os seus discentes, professores de baixa qualidade não conseguem - ou mesmo não querem - ensinar. O aluno inteligente acaba ficando à mercê de um sistema que não o motiva. Mas, nem somente o ensino básico prejudica os mais desenvolvidos, o nível superior também é afetado, por exemplo, existe uma lei federal absurda que entrou em vigência em 2009 a qual impede que um mesmo discente curse mais de uma faculdade pública ao mesmo tempo, o que prejudica o individuo que tem capacidade para tal.

Cultura da não valorização do inteligente - No Brasil e em grande parte do mundo ocidental a inteligencia e o conhecimento parecem não ser valorizados e/ ou estimulados. Na nossa cultura laboral por exemplo, ser falastrão acaba contando bem mais do que ser um profissional técnico, competente, habilidoso etc. 






Bom, estes são alguns pontos que consegui pensar no momento. Pessoalmente me identifico muito principalmente com o primeiro, por sorte tenho amadurecido e identificado meu erro - antes tarde do que nunca. 

Ser inteligente para mim é, além de facilidade em resolver problemas, ter também facilidade em adquirir novos conhecimentos e adquirir habilidades (bem como aplicar tais conhecimentos e habilidades) e foi mais ou menos com esta definição em mente que escrevi o texto acima.


Aquila non capit muscas