terça-feira, 12 de novembro de 2024

Fulano sabe fazer prova

 "Fulano sabe fazer prova"Não é de hoje que ouço essa frase saindo da boca de alguém quando o tópico da conversa é Concurso Público, relevo, geralmente é gente leiga que não sabe o que diz, este é o mal de nossos tempos que constrói discursos banais ou mesmo idiotizados proferidos por pessoas palpitando sobre o que desconhecem.

Culpa da bolha das redes sociais, que cria infinitas cavernas de Platão virtuais e fazem gente de toda classe balbuciar incontáveis besteiróis sem saber exatamente do que estão falando.

Geralmente a frase é proferida pra justificar como determinado servidor concursado pode ser tão incompetente, não tem outra, a resposta vem na ponta da língua: "Esse Fulano sabe fazer prova".

Mas afinal, o que seria este saber fazer prova? Suspeito que nem quem reverbera esta frase sabe exatamente o que pretende insinuar com ela, provavelmente deve querer dizer que existe algum segredo guardado a sete chaves que pouca gente conhece, mas seria o verdadeiro pulo do gato na hora de fazer prova.

Mas Astronauta, então você acha que não existe técnica na hora de fazer prova? Olha, até existe, mas não deve representar mais do que um por cento do desempenho final e deve ser utilizada aliada a conhecimento da matéria. 

Garanto que pesa mais que sorte. Que pesa mais que fazerem as perguntas certas que combinem com as suas respostas, que todos os planetas estejam alinhados, que você não tenha uma dor de barriga no dia etc.

No fim, saber fazer prova, mas saber fazer prova de verdade, se resume a dominar a matéria, seja por estudo ou por conhecimento adquirido no dia a dia laboral.




segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Marajás em Brasilia, cadeirada em Marçal e a qualidade da politica no Brasil

 Cena histórica na televisão brasileira, é algo assim que o apresentador do debate paulista descreve a cena de uma cadeirada do candidato José Datena no outro, Pablo Marçal.

Estou aqui parafraseando porque não lembro exatamente qual foram as palavras, lembro que foram severas, mas não deixaram de sublinhar o caráter marcante da cena, ficará para os anais da História, ainda que pela infâmia, talvez porque se não há qualidades, só nos reste a infâmia, o circo, o barraco.

A cadeirada em si e o debate como um todo são sintomas de um problema endêmico do Brasil e bem mais amplo: a baixíssima qualidade daqueles que entram pra politica. Gente despreparada que só esta lá pra minar os cofres públicos, ideologias e ideias são quase inexistentes.

Quando existentes, nada mais que são do que máscaras para disfarçar o verdadeiro objetivo: sequestrar o patrimônio público para o respectivo clubinho politico.

O problema é cultural, a população é iletrada e se digladia achando que o problema está a esquerda ou a direita, quando na verdade, esta com os marajás fumando charutos em Brasília. 



domingo, 15 de setembro de 2024

Carreira de Concurseiro vai ao CNU

 Bom, este post aqui vai ser estilo Akira Toriyama, de modo que começo a redigi-lo sem saber exatamente o que por no papel. Só tenho o título e o tema geral em mente.

Sim, após anos parado sem jogar sério, eu fiz um concurso, sim, foi o Concurso Nacional Unificado, vulgo CNU para os mais íntimos, ou ENEM dos concursos para jornalistas de pouca criatividade.

A prova foi num domingo qualquer em agosto, tive que fazê-la numa cidade diferente da minha. Cheguei na véspera com calma, ainda sou pobre mas não tanto como era quando startei este blog, posso pagar um hotelzinho de categoria mínima e descansar pro grande dia ao invés de fazer um bate volta que tem potencial pra me deixar cansado antes mesmo do apito inicial da prova.

A cidade tinha praia, quem me conhece, sabe que gosto de praia, passei a tarde numa, cerveja sem álcool pra não correr o risco de acordar de ressaca.

Amanheceu o grande dia, tomei café com calma numa padaria perto do hotel e dali fui pro estádio (leia-se escola onde faria a prova). Gosto de ser um dos primeiros a chegar, mas administro audazmente o momento certo de entrar no prédio da escola onde ocorrerá o evento. 

O movimento fora do prédio já era grande. Ali tem uma mistura de adversários, a maioria é bucha de canhão, mas vários são muito bons, a questão é que não sei quem é quem. Mas sempre ouço pessoal bater papo sobre esta vida de concursos. pessoalmente procura evitar puxar assuntos neste momento e quando alguém puxa comigo, não dou muita corda. Embora eu não seja assim no dia a dia, a questão é que ali, naquele instante pré prova, eu estou concentrando.

Confesso que eu estava estudando muito pra prova quando ela ocorreria em abril, quando ela foi adiada, parei de estudar. Então achei que apanharia feio.

Mas no momento da prova d a manhã, fiquei perplexo ao constatar o nível de facilidade, cheguei a olhar a capa da prova mais de uma vez para afirmar que eu estava com a prova em mãos e não teria recebido por engano uma prova para  auxiliar de creche em Pindamonhangaba.

Mas a prova era aquela mesmo, ou estava muito fácil ou eu teria ficado muito bom em concursos após tantos anos. O certo seria que ela estava muito fácil.

Conferi o gabarito no dia seguinte, acertei 18/20. Consegui a proeza íncrivel de não gabaritar.

Fui almoçar, intervalo para o segundo tempo.

Começou o segundo tempo, outra provinha fácil, embora não tanto como a primeira. Aparentemente a CesgranRio é conhecida por fazer provas fáceis, o que é ruim, deixam a coisa toda ainda mais incerta com um monte de gente acertando quase tudo.

Acho que não chego a classificar, mas voltei pra casa com a auto estima nas nuvens após um belo desempenho.

domingo, 11 de agosto de 2024

O que o fenômeno atirador turco Yusuf Dikec nos ensina sobre concursos

A participação do atirador turco Yusuf Dikec nas Olimpíadas deste ano foi marcada por um incidente inesperado: ele competiu sem o equipamento adequado. Este evento não apenas levantou questões sobre as regras e regulamentos das competições olímpicas, mas também teve um impacto significativo na performance do atleta e na percepção pública sobre o evento. 


Competindo Sem Equipamento Adequado

Durante as Olimpíadas, Yusuf Dikec competiu sem o equipamento apropriado para sua modalidade esportiva. Em esportes como o tiro, onde a precisão e a segurança são cruciais, a falta de equipamento pode ter um impacto significativo na performance do atleta e comprometer a sua própria segurança durante a competição. A ausência de equipamento adequado pode afetar severamente a performance de um atleta. 

A situação gerou uma onda de reações entre os fãs, especialistas e autoridades esportivas. A pressão aumentou para revisar os protocolos e as práticas de apoio aos atletas, garantindo que todos recebam o equipamento e o suporte necessário para competir em igualdade de condições.


Outra competidora, essa sim utilizando o equipamento adequado

O que o fenômeno atirador turco Yusuf Dikec nos ensina sobre concursos

Fenômeno nas noticias internacionais (e nos memes), fato é que este episódio chamou a atenção. Quem me conhece há anos aqui em Carreira de Concurseiro sabe o quanto eu gosto de fazer analogias entre Concursos Públicos e competições esportivas, especialmente o futebol.

O atirador turco nos ensina que equipamento robusto e sofisticado nem sempre derrota tenacidade e força de vontade para ganhar.

Ora, por vezes em concursos nos achamos na desvantagem por não termos acesso aos mesmos cursinhos chiques, preparação nutricional etc. de muitos outros competidores. Mas é importante lembrar sempre que a força de vontadde, a habilidade natural e o real preparo estão acima de qualquer bugiganga adquirida por quem tenha mais recursos financeiros.

Moral da história, frescurinhas não ganham de talento e de preparo sério.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Por que os concursos ficaram tão difíceis ao longo dos anos?

 Bom, não é novidade para ninguém que os concursos foram ficando cada vez mais difíceis ao longo dos anos, seja no número de candidatos cada vez maior para cada vez menos vagas ofertadas, seja no nível de dificuldade da prova, com questões cada vez mais complexas exigindo conhecimentos cada vez mais aprofundados.

Este segundo aspecto é notável em praticamente todas a matérias usuais em concursos, mas para mim é especialmente peculiar na chamada "informática básica", que continua aparecendo em muitos editais ainda sendo chamada de "básica", sendo que o conhecimento cobrado é tudo menos isso.

Faça um teste, pegue uma prova dos anos 2000 para certo cargo e compare com algum ano recente, para o mesmo cargo e órgão, a diferença no nível de dificuldade é abismal, para dizer o mínimo.

Fora que a relação candidato vaga é cada vez mais apertada - se bem que devo admitir que neste ano de 2024, esta questão se dissipará um pouco.

Mas qual a razão disso, afinal?

As razões possivelmente são muitas, mas creio que a razão de maior peso diz respeito a melhora substancial na qualidade dos melhores concorrentes, bem, como em sua quantidade, cada vez mais numerosa.

Ora, o concurseiro de qualidade hoje não precisa pagar cursinhos caros para se fazer, afinal, o conteúdo gratuito na internet, de fácil acesso, ta aí para quem quiser aprender.

Ademais, temos aqueles velhos lobos de guerra, muitos dos quais já fazem concursos desde os anos 2000 mas ainda não conseguiram, muitas vezes por questão de detalhes cruéis, a classificação em um cargo realmente bom.

Sendo assim, não mais adianta uma prova para cargo de nível médio pagando 3k perguntar quais são os princípios básicos administração publica, j[á não funciona mais, absolutamente todo o candidato minimamente competitivo vai acertar e não vai resolver o problema da banca que é selecionar pra algumas vagas.

Aquila non capit muscas