Hoje eu estava respondendo algumas questões de matemática da Consulplan, de modo a estudar para o concurso do TRF - RJ/ ES. Fazia isso inclusive em um intervalo de trabalho, la mesmo em minha mesa de labuta - aliás os novos comissionados que passassem por minha sala e vissem a cena talvez me achassem maluco, afinal eu falava sozinho enquanto rabiscava no papel procurando soluções para problemas matemáticos.
Nessa hora eu fui acometido a um pensamento sobre resolver questões de matemática ao longo de minha vida, de modo que eu não me divertia naquele instante resolvendo questões de matemática, apenas estava fazendo por obrigação, pois tenho que estudar para concursos.
Achei estranho não ficar empolgado decifrando aquelas questões, quebrando a cabeça para encontrar soluções e me dei conta que há anos é assim, mas nem sempre foi desse jeito, de modo que durante a minha infância e boa parte de minha adolescência eu sentia verdadeiro prazer ao responder problemas matemáticos. Quando criança eu possuía verdadeira paixão por resolver questões de raciocínio lógico de umas revistas antigas da coquetel, imprimidas em papel vagabundo - quem foi criança durante a década de 1990 vai lembrar, aliás ainda fazem essas revistas? -, sempre pedia para que minha mãe as trouxesse da banca.
Mas o que aconteceu, eu me pergunto? O que houve nesse hiato entre o meu eu criança e o meu eu de hoje que me fez perder o prazer por responder questões de matemática? Digo, eu sinto falta desta paixão, afinal tornaria o hábito de estudar uma das matérias mais comuns em concursos em uma atividade prazerosa.
Raciocinei um pouco sobre o assunto e somente pude encontrar uma resposta para que meu amor pela matemática fosse gradativamente convertido em ódio: os meus professores de matemática do ensino fundamental e do ensino médio.
Esses profissionais mal preparados me fizeram acreditar plenamente que a matemática era chata e, pior, me convenceram também que eu não era bom em matemática. O que é mentira, porque ainda hoje sou muito bom em matemática, tanto é que costumeiramente é a matéria que mais deixo de lado ao estudar para concursos.
Esses profissionais mal preparados me fizeram acreditar plenamente que a matemática era chata e, pior, me convenceram também que eu não era bom em matemática. O que é mentira, porque ainda hoje sou muito bom em matemática, tanto é que costumeiramente é a matéria que mais deixo de lado ao estudar para concursos.
Nada mais que raiva me acometeu ao me lembrar desses cretinos despreparados, como conseguiram? Como conseguiram me fazer acreditar que a matemática não era boa?
Vendo meu Histórico escolar hoje noto que matemática é uma das matérias que eu mais tenho notas baixas, o que simplesmente não faz sentido, tendo em vista que é uma das matérias que mais domino e que ainda me recordo da escola. Por Deus, eu não sei absolutamente nada sobre química hoje em dia e quão embasbacado eu fiquei ao notar quantos dez e noves eu tive em tal matéria - seria porque era justamente essa matéria lecionada por uma gostosa?
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| A quem possa interessar, minha prof de química lembrava essa aí, só que com menos peitos e sem decotes |
Isso senhores é só uma gota em meio ao enorme oceano que é o falho sistema educacional brasileiro.








